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Imagem: Fábio Marchetto/ Saúde MG

PBH e Governo de Minas terão reunião com MPMG para dar fim a impasse de vacinas

O encontro foi solicitado pela 19ª Promotoria da Saúde do Ministério Público de Minas Gerais

Por João Henrique do Vale

Representantes da Prefeitura de Belo Horizonte e do Governo de Minas Gerais devem se encontrar nos próximos dias para discutir a distribuição de vacinas contra a Covid-19 para a capital mineira.  A administração municipal alega que não consegue avançar na imunização por faixa etária devido ao envio de menos doses nas últimas remessas por parte do Estado.  Fato que é negado pelo executivo estadual, que alega seguir as diretrizes do Ministério da Saúde. 

O encontro foi convocado pelo Ministério Público de Minas Gerais.  Por meio de nota,  a 19ª Promotoria da Saúde informa que está prevista uma reunião, intermediada pelo MPMG, entre as secretarias Municipal e Estadual de Saúde, “a fim de solucionar qualquer impasse que, por ventura, exista"

Desde a última semana, o secretario municipal de Saúde, Jackson Machado, alega que BH vem sendo prejudicada na entrega de imunizantes.  Segundo ele,  a cidade recebeu 50 mil doses a menos. Por causa disso, não foi possível avançar nos grupos de vacinação. 

Havia uma expectativa nessa terça-feira de avanço na vacinação na capital mineira no grupo de faixa etária depois da chegada de aproximadamente 49 mil doses. Porém, a quantidade não foi suficiente, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. “A Prefeitura esperava ampliar a vacinação por faixa etária e para lactantes. Porém, devido ao quantitativo disponibilizado ao município ainda não será possível. A Secretaria Municipal de Saúde aguarda uma nova remessa e reafirma a disponibilidade de pessoal e de todos os insumos necessários para a imediata continuidade do processo de vacinação”, finalizou. Hoje,  BH é a capital mais atrasada do país na vacinação por idade. 

Posicionamento do governo de Minas

O secretário de estado de saúde,  Fábio Baccheretti, voltou a falar sobre a distribuição de vacinas em entrevista coletiva nesta terça-feira. “As vacinas vêm ‘carimbadas’ por grupos prioritários pelo Ministério da Saúde. Cabe ao Governo de Minas fazer a distribuição conforme o banco de dados do próprio Ministério ou de acordo com os dados que foram preenchidos pelo próprio município. Existem cidades que conseguem avançar mais porque vencem grupos ou optam por vacinar por idade antes de grupos prioritários. O importante é que todo o estado terminará junto a vacinação dos adultos”, informou.

O secretário explicou que Belo Horizonte não recebe mais vacinas para o grupo de pessoas com comorbidades porque a 18ª remessa foi toda direcionada para a capital, atingindo 100% desse grupo específico.

“A 18ª remessa, que foi da Pfizer, ficou toda em Belo Horizonte. Parte da 19ª (AstraZeneca) foi direcionada para a capital. Já nas 23ª e 24ª, BH não recebeu apenas a parte de comorbidades, isso porque a capital já atingiu 100% do grupo específico. Com isso, não é correto afirmar que Belo Horizonte não está recebendo vacinas. A capital não recebe mais para o grupo de comorbidades, mas continua recebendo para os demais grupos”, explicou. 

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