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Cidades

PF faz operação em BH em investigação sobre suposta vacinação de empresários e políticos

O Ministério Público Federal (MPF) também investiga o caso

Por João Henrique do Vale

Agentes da Polícia Federal (PF) cumprem mandados de busca e apreensão,  na manhã desta sexta-feira, em Belo Horizonte,  para apurar suposta vacinação de empresários e políticos contra a Covid-19. O caso também é apurado pelo Ministério Público Federal (MPF).

A ação acontece em endereços ligados à empresa Saritur.  Um dos locais visitados pelos agentes é uma garagem onde teria acontecido a imunização, no Bairro Alto Caiçara, Região Noroeste de Belo Horizonte.

Ao todo,  são cumpridos quatro  mandados de busca e apreensão na Operação Camarote.  Eles foram autorizados pela 35ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte. De acordo com a PF,  o objetivo da ação é “angariar provas acerca dos fatos noticiados”.

A suposta vacinação foi denunciada pela Revista Piauí. Segundo a publicação, os políticos e empresários, a maioria ligada ao setor de transporte de Minas Gerais, compraram o imunizante por iniciativa própria e não repassaram ao Sistema Único de Saúde (SUS). A segunda dose está prevista para ser aplicada nas cerca de cinquenta pessoas daqui a trinta dias. As duas doses custaram a cada pessoa R$ 600, ainda de acordo com a reportagem.

Segundo pessoas que se vacinaram na ocasião, os organizadores foram os irmãos Rômulo e Robson Lessa, donos da viação Saritur. Uma garagem de uma empresa do grupo foi improvisada como posto de vacinação. Entre os vacinados, segundo a Revista, estão o ex-presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e ex-senador da República, Clésio Andrade, e o deputado estadual mineiro Alencar da Silveira (PDT).

Crimes investigados 

De acordo com o MPF, caso fique comprovada a vacinação, os envolvidos podem responder criminalmente pelo ocorrido. Se a aquisição das vacinas se deu antes da data da aprovação da vacina da Pfizer pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), eles podem ser enquadrados no crime previsto no artigo 273, parágrafo 1º-B, I, do Código Penal. A pena é de 10 a 15 anos de reclusão e multa. 

Se a vacinação foi feita depois da aprovação da Pfizer, pode ser o crime de descaminho (art. 334-A). Neste caso, todos os que foram vacinados podem responder pelo crime de receptação. 

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