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Imagem: PBH/Divulgação

Plano para despoluir a Lagoa da Pampulha sai em 45 dias

Os levantamentos serão realizados pelas prefeituras de Belo Horizonte e Contagem, em conjunto com a Copasa

Por João Henrique do Vale

As ações necessárias para dar fim ao despejo de esgoto na Lagoa da Pampulha serão conhecidas em 45 dias.  As prefeituras de Belo Horizonte e Contagem farão os levantamentos em conjunto com a Copasa. Os trabalhos vão se concentrar em aproximadamente 10 mil moradias que ainda não estão ligadas a rede sanitária. Além disso,  irá apontar quais serão as obras necessárias. 

O plano de trabalho foi decidido em reunião entre as prefeituras e a Companhia. Estavam presentes, os prefeitos Alexandre Kalil (PSD),  da capital mineira, e Marília Campos (PT),  de Contagem.  Além do presidente da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Carlos Eduardo Tavares de Castro, o secretário de Obras de BH, Josué Valadão, o procurador-geral do Município, Castellar Guimarães, e o Superintendente de Operação da Região Metropolitana, Sérgio Neves.

Levantamentos realizados pela Copasa apontam que,  atualmente,  são 9,8 mil moradias da região da Lagoa da Pampulha que ainda não tem ligação sanitária. Deste total, 79% está em Contagem,  e 21% em Belo Horizonte

O secretário de obras de BH,  Josué Valadão,  ressaltou que os problemas na região são diversos. “A reunião trouxe a união de esforços.  Todos querem resolver o problema. Agora vamos trabalhar para discutir o plano de trabalho que será apredentado o plano de trabalho. Os problemas são variáveis.  Temos uma área de vulnerabilidade social devido a ocupação desordenada.  Temos também residências que lançam o esgoto e estão abaixo da linha captadora.  Temos que lembrar que a ligação traz um benefício coletivo”,  afirmou. 

Em Contagem,  ações complexas também devem ser realizadas. Grande parte dos córregos que jogam o esgoto na lagoa fica na cidade. “Se queremos devolver a Lagoa da Pampulha, este patrimônio,  temos que buscar uma solução que esteja em Contagem.  Precisamos de interceptores de esgoto acessíveis,  redimensionar as redes já existentes. As que têm atualmente estão subdimensionada pelo adensamento populacional”, comentou a prefeita Marília Campos. “Não tem solução para o saneamento se não pensar em investimento social”, completou. 

Já o presidente da Copasa,  ressaltou que as obras não vão adiantar, se não houver conscientização da população. “É importante ter conscientização e envolver a comunidade.  Não adianta levar a infraestrutura,  se as pessoas não se conscientizarem”, disse Carlos Eduardo Castro. 

O presidente se mostrou confiante no plano de trabalho. “As prefeituras vão trazer as alternativas que serão seguidas. Acreditamos que em 45 dias a gente possa trazer informações para a sociedade”,  finalizou. 

Ação na Justiça 

A Prefeitura de Belo Horizonte entrou,  nesta semana,  com uma ação na Justiça Federal solicitando a apresentação de uma plano de ação da Copasa para a despoluição da lagoa. Mesmo com o acordo de hoje,  a ação vai seguir tramitando.

“A ação visa, principalmente,  o alcance do plano de trabalho e comprometimento de execução do plano.  Segue tramitando normalmente e tenho certeza que em reuniões de conciliação teremos uma resolução”, disse Valadão. 

O presidente da Copasa diz que acredita no diálogo. “Entendemos e respeitamos o movimento do município.  Fomos avisados antes pelo prefeito.  Mas,  apostamos na qualidade do trabalho e no diálogo”, comentou. 

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