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Imagem: Elaine Martins / Arquivo Pessoal

Postos de BH amanhecem sem combustíveis nesta sexta-feira

Corrida às bombas foi causada por medo de desabastecimento do produto. Tanqueiros de Minas mantém paralisação


Por Lucas Rage

Os postos de combustíveis de Belo Horizonte já amanheceram com as bombas vazias, nesta sexta-feira (22). Relatos de ouvintes da Rede 98 apontam alta de gasolina em unidades espalhadas pela capital mineira. A corrida para encher o tanque, vista na noite de quinta (21), também pode ser vista pela manhã, com filas de carros tomando conta das principais vias de BH.

No Posto BR da Rua Ipiranga com Avenida Prudente de Moraes, no Santo Antônio, o preço da gasolina já foi retirada do painel. A cena se repete em outros postos da capital.

E a greve não tem previsão para terminar. De acordo com o Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sindtanque-MG), os representantes da categoria ainda aguardam um posicionamento do Governo do Estado e do Governo Federal. 

O protesto é contra o ICMS dos combustíveis em Minas e os altos custos dos combustíveis praticados pela Petrobras. 

Na manhã desta quinta-feira, a Polícia Militar (PMMG) está acompanhando a movimentação nas distribuidoras, principalmente, na Reginaria Gabriel Passos, em Betim, na Grande BH. Os policiais fazem a escolta das carretas de combustíveis até pontos seguros e que Batalhão de Operações Especiais (BOPE) atua na escolta de combustíveis para os aeroportos. 

“Não queremos esmolas” diz associação de caminhoneiros em nota

A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), que reúne categoria de caminhoneiros no país, criticou o anúncio de ajuda do governo federal para compensar o aumento do preço do diesel. "Os caminhoneiros autônomos brasileiros não querem esmolas. Auxílio no valor de R$ 400 não supre em nada as necessidades e demandas da categoria", destaca a nota assinada pelo presidente do órgão, Wallace Landim "Chorão".

O texto também reforça o "estado de greve" da categoria anunciado no último fim de semana e destaca a paralisação mantida para o próximo dia 1º. Nesta quinta-feira (21), durante transmissão semanal ao vivo, o presidente Jair Bolsonaro confirmou que o benefício prometido será de R$ 400 e atenderá 750 mil caminhoneiros. "Uma proposta que não resolve nada e é mais um ‘balão apagado’ para a categoria colecionar de promessas do governo que ajudou a eleger", rebate o texto.

Para a associação, o auxílio não supre em nada as necessidades e demandas da categoria. "Queremos estabilidade dos preços dos combustíveis, um fundo de colchão para amenizar volatilidade, mudança na política de preços da Petrobras, aposentadoria especial a partir dos vinte e cinco anos de contribuição e, acima de tudo, queremos respeito e cumprimento da Lei do Piso Mínimo de Frete", comunica o texto. "Não há razão para que o Governo Federal não atenda as reivindicações de que não deixou o país para traz e trabalhou para que nada faltasse a nenhum brasileiro", completa.

(Com informações de Estadão Conteúdo)

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