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Imagem: PBH/DIvulgação

Prefeitura faz financiamento para manter 200 leitos na Santa Casa de BH

Ao todo, serão repassados R$ 76 milhões, sendo R$ 56 da prefeitura, e outros R$ 20 milhões do Governo de Minas

Por João Henrique do Vale

Leitos abertos na pandemia de Covid-19 serão mantidos na Santa Casa de Belo Horizonte. Um acordo foi firmado, na tarde desta quinta-feira, entre a prefeitura e a unidade de saúde, no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O executivo municipal vai financiar 200 leitos, sendo 160 de enfermaria e outros 40 de Unidades de Terapia Intensiva (UTI). O custo total será de R$ 76 milhões, sendo R$ 56 milhões da PBH e outros R$ 20 do Governo de Minas, referentes ao repasse para o município pelo programa Valora Minas.

As conversas para manter abertos os leitos foram iniciadas por um pedido do presidente do TJMG, desembargador Gilson Lemes. Na tarde desta quinta-feira, o prefeito Alexandre Kalil (PSD), e o secretário municipal de saúde, Jackson Machado, se encontraram com o provedor da Santa Casa BH, Roberto Otto Augusto de Lima, para fechar o acordo. 

Serão mantidos, 200 leitos abertos durante a pandemia. Agora, a Santa Casa de Belo Horizonte vai contar com 1.150 unidades para internação. A prefeitura vai repassar, por mês, R$ 5,6 milhões para o financiamento. “É um legado que deixamos para a cidade. É um presente para a população. Estamos muito felizes em ajudar a Santa Casa, que é uma marca muito importante”, disse. 

O secretário Jackson Machado afirmou que o dinheiro repassado será da própria prefeitura. “Todos os recursos são do Tesouro Municipal.  O Município colocou de março até agosto R$ 147 milhões para manter os leitos, não só da Santa Casa, mas de outros hospitais também”, lembrou. 

Roberto Lima ressaltou que a Santa Casa não conseguiria manter abertos os leitos, pois parou de receber os recursos do Governo Federal que os financiava. “A Santa Casa cresceu 200 leitos na pandemia. Sem o financiamento, estamos ficando sem dinheiro. Então, o que foi fechado hoje é um excelente resultado”, disse. “O financiamento já engloba os recursos humanos e os insumos”, completou. 

O desembargador Gilson Lemes, que intermediou o acordo, lembrou que o Tribunal também tem essa função social. “Destacar que além de julgar processos temos essa função social para colaborar com a sociedade. Tivemos uma disposição muito grande para fechar esse acordo. O Tribunal de Justiça sai engrandecido com isso”, afirmou. 

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