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Imagem: PBH/DIvulgação

Presidente da BHTrans presta depoimento sobre documentos de licitações de ônibus

Processos licitatórios das empresas de ônibus estavam desaparecidos desde janeiro e foram devolvidos na última segunda-feira

Por João Henrique do Vale

O presidente da BHTrans, Diogo Prosdocimi, prestou depoimento, nesta quarta-feira, sobre o sumiço de documentos dos processos licitatórios das empresas de ônibus da capital mineira de 2008. Os processos tinham sido solicitados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal que investiga a empresa de trânsito da capital mineira, e reapareceram uma semana depois. 

O depoimento de Prosdocimi aconteceu na 18ª Delegacia Distrital do Bairro Buritis, Região Oeste de Belo Horizonte. A Polícia Civil informou que as investigações correm em sigilo, por causa disso, os detalhes do depoimento não serão informados. 

Por meio de nota, a BHTrans informou que todo o processo deve ser tratado com muita atenção e transparência. "É importante deixar claro que esses documentos são os mais importantes da cidade de Belo Horizonte, de uma licitação de alta monta, para um serviço público de necessidade do cidadão. Viemos prestar esclarecimentos sobre o fato de termos encontrado esse documentos para a Polícia Civil, para que eles investiguem e esclareçam tudo para a cidade, que é o que a cidade merece", completou Prosdocimi. 

As caixas com os documentos reapareceram na última segunda-feira. De acordo com a BHTrans, desde janeiro de 2021, a empresa buscava os documentos da licitação de transporte público de 2008. Ressalta, que os documentos foram retirados e entregues na BHTrans por um ex-gerente da empresa de transporte e trânsito. 

A documentação foi entregue por Adilson Elpídio Daros, gerente exonerado da BHTrans. Ele é investigado pela CPI na Câmara Municipal de BH.

As caixas com os documentos foram arquivadas no cofre do Centro de Operações da Prefeitura para posterior análise da CPI, Polícia Civil e Ministério Público. 

Posicionamento da Polícia Civil 

Por meio de nota, a Polícia Civil afirma que as diligências relacionadas ao inquérito policial instaurado estão sendo realizadas de forma sigilosa. 

Abertura da Caixa-Preta da BHTrans 

A CPI que apura irregularidades em contratos e serviços da BHTrans na Câmara Municipal de Belo Horizonte foi prorrogada por mais 30 dias. Agora, o prazo final dos trabalhos é 15 de outubro. Os vereadores também aprovaram a convocação de três oitivas e três visitas técnicas a serem realizadas pelo colegiado.

A primeira convocada, em condição de testemunha, é Cristiana Maria Fortini Pinto e Silva, advogada do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH). Ela participou de reunião com promotores do Ministério Público e sugeriu um “trabalho em conjunto”. Ainda serão ouvidos, Marco Antônio Resende, que foi procurador-geral do Município de 2008 até 2011. Ele assina o contrato e a licitação com as empresas de ônibus. E, ainda, Adilson Daros.  

O presidente da CPI, o vereador Gabriel Azevedo (Sem partido), afirma que serão passos importantes para a conclusão do inquérito. “Semana que vem faremos visitas técnicas no Setra-BH e na Transfácil para cobrar os documentos exigidos pela CPI e que não foram enviados pelos empresários de ônibus e por quem controla as passagens de ônibus. Sem os documentos não tem como ter relatório”, comentou. 

Outro ponto que será analisado pelos vereadores será a abertura dos documentos que estavam perdidos. “Em 22 de outubro, vamos estar presente nos cofres do Centro de Operação da prefeitura, para abrir a caixa-preta da BHTrans. Na verdade, não é uma, são oito. Estaremos com o Ministério Público de Contas e com a Polícia”, completou Azevedo. 

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