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Imagem: Sinpro-MG / Divulgação

Professores da rede particular de BH vão fazer paralisação de 24 horas

A categoria não descarta uma greve por tempo indeterminado a partir de 24 de maio


Por João Henrique do Vale

Os professores da rede particular de ensino de Belo Horizonte vão cruzar os braços, em 24 de maio. A categoria está insatisfeita com as propostas de mudanças na carreira dos profissionais que está sendo feita pelos donos de escolas. Os educadores não descartam iniciar uma greve por tempo indeterminado. 

Segundo o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro), os donos de escolas querem retirar o desconto da bolsa de quem atrasar a mensalidade, aumentar o número de situações que permitem reduzir a carga horária dos professores sem ter de indenizá-los, incluir na Convenção uma cláusula chamada de “controle alternativo de jornada”, que cria uma oportunidade para a escola não registrar nem pagar horas extras dos professores, entre outros pontos prejudiciais.

O patronal também quer dividir a categoria, ao propor uma Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) diferente para os docentes do ensino superior. Em relação ao reajuste, eles ofereceram 5% para a educação básica e 4% para o ensino superior – percentuais abaixo da inflação oficial.

Os docentes reivindicam recomposição salarial de acordo com a inflação acumulada desde 2020 e um ganho real de 5% (total de 25,23%), manutenção dos direitos previstos na CCT, regulamentação do trabalho virtual, entre outros pontos de valorização profissional.

Posicionamento patronal 

Por meio de nota, o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG) afirmou que a grande maioria das instituições particulares de ensino ainda se encontra muito impactada, financeiramente, em seus custos e em sua sustentabilidade, por conta das sérias consequências originadas pela pandemia. 

“Milhares de nossos alunos se transferiram para a rede pública neste período e dezenas de instituições particulares de ensino fecharam as suas portas em todo o nosso estado. Cerca de 90% delas se constitui em micro e pequenas empresas que demandam ainda mais cuidado na gestão para que se mantenham e preservem os empregos de seus colaboradores”, afirmou. 

O sindicato afirma que as negociações com os trabalhadores estão avançadas. 

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