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Imagem: Déborah Lima / Rede 98

Professores municipais de BH decidem manter greve

Categoria reivindica o reajuste do piso salarial nacional em 33%, conforme decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro


Por João Henrique do Vale e Déborah Lima

Os professores da rede municipal de Belo Horizonte decidiram manter a greve por tempo indeterminado.

 A decisão foi tomada em assembleia, na tarde desta sexta-feira (25), em frente a sede da prefeitura, no Centro da capital.

Depois da reunião, os manifestantes fecharam a Avenida Afonso Pena e fizeram passeata em direção à delegacia em que é registrado o boletim de ocorrência da confusão registrada pela manhã (leia abaixo).

Profissionais do ensino reivindicam o reajuste do piso salarial nacional em 33%, conforme decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro. Este ano, a prefeitura ofereceu 11,77% de reajuste no salário dos servidores.

A Prefeitura se pronunciou sobre o reajuste salarial dos professores, por meio de nota.

“A Prefeitura ofereceu à categoria o reajuste de 11,77%(mesmo percentual para todo funcionalismo), bem  como atendimento a pleitos históricos , incluindo a antecipação do pagamento de parte do saldo remanescente do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) a servidores ativos lotados na Secretaria Municipal de Educação. O valor a ser pago, inicialmente, será de R$1.150, podendo haver complementos até o final do ano, caso haja saldo para essa finalidade. 

O Município reafirma que sempre cumpriu com o pagamento do piso nacional dos professores e os reajustes advindos das negociações englobam valores superiores ao piso proporcionalizado. 

No caso da lei federal aprovada em 2022, que concede reajuste de até 33%, haverá necessidade de adequar o vencimento de apenas 1.244 professores municipais de escolas e de Emeis, em um universo de 22.150 docentes (aposentados e pensionistas), representando 5,6% do total. 

Essa pequena parcela refere-se a profissionais que não concluíram a escolaridade superior ou para aqueles que se aposentaram há muito tempo. Embora seja para um grupo pequeno, o impacto será expressivo e, em 2022, representará R$ 7,4 milhões”.

Denúncia de agressão

Nesta manhã, os professores afirmam que, durante o protesto enquanto o prefeito Alexandre Kalil (PSD) anunciava sua saída para concorrer ao Governo de Minas, guardas municipais utilizaram bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e cassetetes para dispersar o grupo.

Ainda segundo os educadores, uma pessoa que participava do ato acabou agredida e desmaiou. O homem foi encaminhado para o Hospital João XXIII. No fim da tarde ele recebeu alta e foi direto à delegacia prestar depoimento.

Em vídeos que circulam nas redes sociais, professores criticam a violência — que creditam a Kalil — e alegam terem sido atingidos por cassetetes e gás lacrimogêneo.

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