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Imagem: Reprodução / Redes sociais

"Queremos viabilizar o turismo, mas com segurança", diz Zema sobre tragédia em Capitólio

Governador disse que cuidados adicionais no local terão que ser tomado depois de tragédia

Por Victor Duarte

O governador Romeu Zema (Novo) disse nesta segunda-feira (10), em entrevista coletiva, que cuidados adicionais terão que ser tomado para o turismo na região dos cânions em Capitólio, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais, depois que um paredão se desprendeu do local e matou 10 pessoas no último sábado (8)

Zema não descartou a criação de uma escala de risco para o local. Ele disse ainda que estudos geológicos terão que ser feitos para que a região volte a receber os turistas. 

“Vai merecer uma análise técnica de geólogos e colocar ali um nível de risco aceitável ou não, independentemente de estarmos em um período de chuva mais intenso ou não. Em determinadas épocas do ano, se for o caso, impedir o acesso ao local. Queremos viabilizar o turismo no local, mas com segurança”, disse. 

O governador classificou o acidente como “algo inédito” e disse não era possível prever que o paredão fosse se desprender no dia da tragédia. 

“Será feita apuração por parte da Polícia Civil, por parte da Marinha, e vamos aguardar. Eu não sou nenhum especialista na área e quero deixar claro que o que aconteceu ali foi algo inédito, que nunca vimos acontecer nos últimos 100 anos”, completou. 

Nível do reservatório 

Questionado sobre o nível do reservatório de Furnas, em Capitólio, que apesar da melhora no nível registrado no início deste mês, está com limite abaixo da média nos últimos meses. 

“Tem sido uma luta constante. Conversei com o dono de uma pousada, que tinha 70 pessoas trabalhando, hoje tem 13. O movimento acabou porque o início das águas era bem em frente e agora está a 500 metros”, ressaltou o governador. 

Zema disse que está em contato com autoridades federais para tratar do tema. Ele também criticou o trabalho de ambientalistas contrários à criação de novas barragens no Estado. 

"O Brasil é um país carente de planejamento. Tivemos uma crise de falta de água, crise hídrica e energéticas. Tivemos que ligar todas as termelétricas porque não temos geração suficiente. Muito disso vem da questão ambientalista que, na minha visão de maneira errada, impediram a construção de barragens. Será que eles estão protegendo a natureza ou danificando a natureza?”,questionou. 

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