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Cidades

'Risco de acidente', diz expositor sobre novo formato da Feira Hippie

Espaço retomou atividades com local isolado para barracas de alimentos; medida gerou protesto entre feirantes

Por Lucas Rage e João Henrique do Vale

A Feira de Arte e Artesanato da Afonso Pena, conhecida popularmente como Feira Hippie, voltou à ativa com protestos, no último domingo (28).

A manifestação que marcou a retomada do espaço — que estava há 6 meses impedido de funcionar — foi liderada por expositores responsáveis pela alimentação da feira.

Cerca de 50 feirantes caminharam até a Prefeitura com cartazes, apitos e panelaços, criticando os novos moldes de retomada da Feira Hippie. 

Segundo eles, o principal problema está no leiaute proposto para as barracas de alimentos — que estão divididas em dois pontos: na Rua Espírito Santo e na Avenida Álvares Cabral. 

“O problema é que a Álvares Cabral não é plana, o que pode gerar acidentes com barracas que lidam com fritura, tachos de gordura, entre outros”, explica à Rádio 98 um dos expositores, que não quis ser identificado.

“Por ser situado em uma ladeira, o próprio local proposto pela prefeitura pode gerar acidentes entre os feirantes. E a gente não quer isso”, completa.

Outro problema levantado pelos expositores está na distância a ser percorrida, para quem busca alimentação na Feira Hippie. “Antes as barracas eram situadas em 3 pontos, nas pontas e no meio da feira. Agora você tem que andar quase um quilômetro para comer. E isso prejudica até os feirantes que querem se alimentar durante a feira”, conta o expositor. Segundo ele, a alegação da Prefeitura para o local isolado das barracas de alimentação se dá no fato do não uso de máscaras, durante as refeições. “Isso não faz sentido, tá todo mundo tomando cuidado”, diz.

O novo formato foi decidido depois de reuniões entre prefeitura e representantes dos cerca de dois mil expositores. Para cumprir o distanciamento exigido entre as barracas, a Feira foi ampliada em extensão, indo da Praça Sete até a Avenida Carandaí.

Comissão paritária avalia retomada como positiva

A comissão paritária da Feira de Artes e Artesanato da Avenida Afonso Pena, que representa os expositores, avaliou como positiva a retomada das atividades.

De acordo com Snaider Maria Vieira, que integra a comissão, nem todos os feirantes retornaram neste primeiro momento e adaptações ainda estão em andamento.

Alguns ajustes foram feitos para atender as exigências do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, mas é impossível um projeto que agrade 100% dos expositores. Acredito que 90% estão satisfeitos e ainda existe a possibilidade de novas alterações no decorrer da semana. De início, procuramos colocar os feirantes que não trabalham com fritura nas áreas de declive, mas ainda estamos em uma fase de adaptação. Não tivemos tempo hábil para realizar todos os ajustes, mas não queríamos adiar ainda mais o retorno. Essa volta já foi uma vitória e vamos agir para que ninguém fique insatisfeito”, afirmou Snaider.

A comissão paritária se reúne ainda essa semana e vai fazer um levantamento de quais feirantes pretendem retomar as atividades.

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