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Imagem: PBH/Divulgação

Rodízio de água: Kalil denuncia falta de investimento e planejamento da Copasa

Belo Horizonte e outras sete cidades da região metropolitana estão enfrentando desabastecimento desde o início de março.


Por Déborah Lima

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), se pronunciou, nesta terça-feira (15), sobre o desabastecimento de água na Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

“Não teve planejamento, todo mundo sabe. Não sabem fazer, todo mundo sabe. Saquearam a Copasa. Se me explicar como é que distribuiu R$ 1 bilhão para empresários, eu fico satisfeito. Desses R$ 1 bilhão, R$ 500 milhões foram para a iniciativa privada. O problema é simples: assaltaram a Copasa”, afirmou.

Kalil ainda disse que o trabalho da Companhia trata-se de "incompetência e inoperância”. “O poder privado botou a mão em R$ 500 milhões de bonificações ao invés de investir na Copasa. Se me explicar porque assaltaram a Copasa, pra mim basta”, acrescentou.

Desde o dia 8 de março, há um rodízio em oito cidades da Grande BH: Belo Horizonte, Betim, Contagem, Santa Luzia, Vespasiano, Lagoa Santa, São José da Lapa e Ribeirão das Neves. A medida foi necessária em decorrência do rompimento da adutora do Sistema Serra Azul, na travessia do Rio Paraopeba.

Retorno da Copasa

Confira na íntegra a resposta da Companhia de Saneamento de Minas Gerais:

"Sobre a fala do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, na manhã desta terça-feira, 15 de março, a Copasa esclarece que: 

1)    De 2019 a 2021, os primeiros três anos da atual gestão, a Copasa investiu mais de R$ 1,9 bilhão em obras para fazer frente aos desafios impostos pela forma como a Companhia foi gerida na gestão anterior, em função de compromissos assumidos e não cumpridos junto aos municípios. 

2)    Entre 2015 e 2017, os três primeiros anos da gestão passada, que era alinhada com a atual prefeitura, foram investidos cerca de 25% a menos do que na gestão do governo Zema.  

3)    Em 2015, primeiro ano da gestão passada, a Copasa teve prejuízo de R$ 11,6 milhões e ainda assim distribuiu R$ 8 milhões em dividendos para acionistas. Nunca houve questionamento sobre tal informação. 

4)    Até dezembro de 2022, a Copasa terá investido mais de R$ 3,3 bilhões, valor 50% a mais do que no governo passado; 

5)    Em uma companhia de capital aberto como a Copasa, com ações negociadas na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, quando bem administrada, a distribuição de lucros é uma rotina. Empresas sólidas econômicas e financeiramente como a Copasa buscam a máxima eficiência, para gerar o maior resultado para fazer frente a seus compromissos contratuais e remunerar seus acionistas, que confiam na empresa. 

6) Ao longo da gestão passada, entre 2015 e 2018, a Copasa distribui mais de R$ 950 milhões em lucros, dado também nunca questionado à época. 

7)    A queda da adutora que hoje traz reflexo no abastecimento de Belo Horizonte e região metropolitana não tem qualquer relação com distribuição de dividendos. O rompimento da adutora no Sistema Serra Azul, na travessia sobre o rio Paraopeba, foi causado por um incêndio, uma fatalidade cuja empresa não poderia prever, provocada por terceiros.  

8)    A atual administração da Copasa tem buscado dar solução de forma ágil e eficiente aos desafios operacionais existentes, que não são poucos, notadamente para regularizar obrigações assumidas e não cumpridas pela gestão anterior. 

9)    Por fim, a Copasa destaca ainda que os investimentos para os próximos quatro anos já estão garantidos e aprovados pelo Conselho de Administração. Serão R$ 7,415 bilhões de 2022 a 2026, o maior volume de investimentos em sua história. Esse volume de recursos visa cumprir os compromissos com os municípios e atender os cidadãos."

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