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Cidades

Imagem: Abraão Bruck/CMBH

Secretária diz que aulas do ensino médio devem voltar no 2º semestre em BH

Ângela Dalben prestou depoimento à CPI da Covid-19 na Câmara Municipal

Por João Henrique do Vale

O retorno das aulas presenciais do ensino médio e das universidades de Belo Horizonte deve, provavelmente, acontecer no segundo semestre deste ano. A afirmação foi feita pela secretária de educação, Ângela Dalben, em depoimento prestado à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, nesta quinta-feira. 

A secretária foi questionada pelos vereadores sobre o fechamento das escolas durante a pandemia, a compra e entrega de cestas básicas às famílias dos estudantes, e sobre as decisões tomadas pelo Comitê de Enfrentamento da Covid-19

Sobre o retorno das aulas presenciais do ensino médio, a secretária informou que segue o matriciamento de risco – que mede a incidência de Covid a cada 100 mil habitantes e sua tendência, a taxa de mortalidade (que implica na pressão sobre o sistema de saúde) e sua tendência. 

Para o retorno do ensino médio é necessário que o índice seja de pelo menos 81%, enquanto para os demais níveis de ensino é necessário um índice mínimo de 91%. Atualmente, está em 76%. 

“Em relação ao ensino médio e às universidades, nós estamos seguindo o Matriciamento de Risco . Provavelmente, essa abertura ocorrerá no segundo semestre”, disse. “Eu não acredito que a gente tenha em relação ao ensino médio perdas tão extraordinárias como a gente já tem normalmente em função do fato de que as pessoas mais velhas, muitas vezes, têm mais condições de, por meio digital, seguir com o acompanhamento dos trabalhos”, completou. 

Ao ser questionada sobre as decisões tomadas pelo Comitê de Enfrentamento da Covid-19, que é formado pelo secretário de saúde e outros três infectologistas, Ângela Dalben se diz “satisfeita com as determinações do Comitê que liberou outras atividades antes da abertura das escolas.” 

Recomendação do MPMG

Na última semana, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), recomendou que o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), apresente em 10 dias as medidas para a retomada do ensino presencial no município.

No documento protocolado pela Promotoria de Justiça de Defesa da Educação, pede ainda que a Prefeitura se manifeste sobre as medidas administrativas que serão adotadas visando as readequações necessárias ao planejamento para o retorno às aulas. 

A recomendação questiona os critérios utilizados pela Prefeitura para a definição do ensino presencial por “microbolhas” no município, bem como a autorização de eventos para 400 a 600 pessoas em detrimento das aulas do ensino médio.

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