Carregando...

Cidades

Imagem: Asthemg/Divulgação - 13/10/2020

Servidores da Fhemig fazem paralisação e protestam na Cidade Administrativa

Grupo tenta sensibilizar o governo do estado para negociar recomposição salarial para a categoria

Por João Henrique do Vale

Trabalhadores da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) fazem uma paralisação, nesta terça-feira, para cobrar valorização dos profissionais e a recomposição salarial. A categoria seguiu para a Cidade Administrativa, sede do Governo do Estado, onde terá um protesto. Os hospitais da Fundação vão funcionar com escala mínima no atendimento. Os setores de urgência e emergência das unidades funcionam normalmente.

De acordo com o diretor da Associação dos Trabalhadores em Hospitais do Estado de Minas Gerais (Asthemg), Carlos Martins, a categoria quer abrir negociação com o Governo. “A principal reivindicação é que o governo valorize os profissionais dos hospitais públicos. E que essa valorização se configure, principalmente, na recomposição salarial. Estamos há dez anos sem nenhum reajuste. Em 2020, estávamos em negociação salarial e o governo pediu para suspender por causa da pandemia. E iria retomar a negociação, neste ano. Estamos tentando nos últimos meses, mas não estamos sendo atendidos. Então, não nos restou fazer a paralisação para sensibilizar o governo”, disse o diretor.

Desde às 7h, os servidores dos hospitais da Fhemig estão parados. Eles seguem para a Cidade Administrativa onde um ato deve ser realizado. A categoria não descarta uma greve, caso não sejam atendidos.

Multa aos manifestantes

Por meio de nota, o Governo de Minas e a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) afirmaram que a o Tribunal de Justiça concedeu tutela de urgência proibindo, portanto, a paralisação programada pelo Sindpros para o dia 05/10/2021, ou qualquer dia subsequente, relacionado ao mesmo movimento, enquanto durar o estado de emergência decorrente da pandemia da covid-19, sob pena de multa diária”.

A Fhemig ressalta que a  multa será aplicada ainda caso sejam desenvolvidos atos que levem à obstrução de vias públicas, à invasão de prédios públicos ou ao embaraço, de qualquer natureza, do exercício do trabalho pelos profissionais que atuam nas unidades hospitalares da rede pública estadual de saúde. “Informamos ainda que as pautas apresentadas pelos servidores são discutidas com seus representantes, em reuniões mensais da Mesa Interna de Negociação Sindical, dando continuidade à plena abertura de diálogo com a gestão”, finalizou. 

Enquete

Carregando...

Colunistas

Carregando...

Podcasts

Carregando...

Saiba mais