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Imagem: Fiocruz/Divulgação

Varíola dos macacos: Minas tem três casos confirmados e investiga outros oito

As três confirmações são de moradores de Belo Horizonte


Por João Henrique do Vale

Subiu para três o número de casos de varíola dos macacos em Minas Gerais. Os infectados são moradores de Belo Horizonte. Todos os pacientes têm histórico de viagem, um para a Europa e outros dois para São Paulo. Estão sendo investigadas outras oito notificações suspeitas. 

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG), os dois últimos casos são de dois homens, moradores da capital mineira, de 23 e 30 anos. O mais velho segue em isolamento hospitalar, segundo a pasta, devido a dificuldades sociais para isolamento domiciliar. O mais jovem, esteve em São Paulo em 17 de junho. Ele segue estável e isolado em casa.

Minas já tinha confirmado um caso na última semana, de outro morador da capital mineira, de 33 anos. Esse primeiro infectado voltou da Europa recentemente. Ele está estável e em isolamento. Pessoas que tiveram contato com os pacientes estão sendo monitorados. 

 A fonte provável de contaminação dos três casos foi por via sexual, segundo a SES. Já foram notificados em Minas, 21 casos suspeitos, sendo 10 descartados laboratorialmente, oito sendo investigados e os três confirmados.

Transmissão

A varíola dos macacos é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode ser por abraço, beijo, massagens ou relações sexuais. A doença também é transmitida por secreções respiratórias e pelo contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies utilizadas pelo doente.

Não há tratamento específico, mas os quadros clínicos costumam ser leves, sendo necessários o cuidado e a observação das lesões. O maior risco de agravamento acontece, em geral, para pessoas imunossuprimidas com HIV/AIDS, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos de idade.

Os primeiros sintomas podem ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o início dos sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele, geralmente na boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais.

Para a prevenção, deve-se evitar o contato próximo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado, assim como com qualquer material que tenha sido usado pelo infectado. Também é importante a higienização das mãos, lavando-as com água e sabão ou utilizando álcool gel.

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