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Imagem: Foto: Reprodução/Unsplash

5 dicas para sair do vermelho

Passos importantes para deixar as dívidas para trás


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Samuel Barbi

Especialista em economia, entra ao ar às segundas-feiras com a coluna MundoZFundos, no RádioCast 98


Os dados mais recentes da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indicam que 77,3% das famílias brasileiras estavam endividadas em junho de 2022. O índice está em tendência de alta nos últimos quatro anos, com crescimento de quase 20% no período.

Fonte: Elaborado com dados da PEIC - CNC

A pesquisa coleta mensalmente dados de 18 mil famílias em todas as capitais brasileiras. Endividada é a pessoa que tem um valor a ser pago no futuro, seja ele no cartão de crédito, financiamento de carro, imóvel, crédito consignado, dentre outros. O endividamento, por si só, não é um problema. Torna-se uma questão preocupante a incapacidade de pagá-lo, que é o que chamamos de inadimplência. O índice de pessoas que relataram não ter tido condições de pagar suas dívidas dentro dos prazos têm crescido no último ano, chegando a 28,5% dos respondentes. Por sua vez, as famílias que relatam não ter condições de sequer pagar as suas pendências já representam 10,6% do total.

Fonte: Elaborado com dados da PEIC - CNC

Os altos índices de famílias no vermelho estão relacionados à baixa atividade econômica decorrente da pandemia, ao desemprego, bem como à inflação (alta dos preços) que ataca o poder de compra das pessoas. Altas taxas de juros contribuem para agravar o cenário e conduzem uma parcela da população a situações de superendividamento. Se você está no vermelho e quer deixar de lado essa situação, se liga nas 5 dicas abaixo:


1)   Quem não mede, não gerencia

Levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), indica que 46% dos brasileiros não controlam o seu próprio orçamento. Sem medir e registrar quanto dinheiro entra e quanto sai, não é possível saber o que fazer para melhorar suas finanças. O primeiro passo é medir tudo isso em uma planilha. Não tenho dúvidas que vai se assustar quando observar com o que mais gasta seu suado dinheiro.


2)   Liste as dívidas

Na mesma planilha, você deve manter um controle do valor atualizado de todas as dívidas e seu Custo Efetivo Total (CET). Esse indicador é obrigatório nos contratos e contém todos os encargos, tributos, taxas e despesas de um empréstimo ou financiamento. Isto é, os juros são apenas uma parte do valor da contratação. O CET mostra quais dívidas são as mais caras e quais as mais baratas, portanto, é essencial para o próximo passo.


3)   O Plano de Salvação

Agora é possível construir um plano de recuperação. Comece verificando se as parcelas de suas dívidas ultrapassam 30% da renda mensal, nesse caso, você se enquadra como um superendividado e pode ter apoio judicial para renegociar suas dívidas e ganhar tempo para pagá-las. O superendividado poderá pedir ao Poder Judiciário que sejam revistos os contratos e apresentar um plano de pagamento com prazo de até cinco anos. Se não houver acordo entre as partes, o juiz poderá estabelecer um plano judicial obrigatório, estabelecendo prazos, valores e formas de pagamento, respeitando sempre o mínimo necessário para o consumidor sobreviver com dignidade.

Se seu caso for menos grave, recomenda-se entrar em contato direto com os credores para renegociar suas dívidas. Sempre há descontos para pagamento à vista ou mesmo a possibilidade de redefinir os prazos de pagamento de acordo com suas possibilidades financeiras. Além disso, não se esqueça de cortar custos não essenciais para criar um espaço extra no orçamento.

 

4)   Dinheiro Extra

Não se limite a cortar custos. É possível gerar renda adicional por meio de vendas de itens que são pouco usados em sua casa ou mesmo de trabalhos extras. O MarketPlace do Facebook, Mercado Livre, Enjoei ou OLX são perfeitos para desapegar de itens sem uso. Adicionalmente, sua renda pode ter um aumento considerável com horas extras no trabalho, como motorista de aplicativo, freelancer, passeador de pets, aulas particulares, etc. Enfim, use sua criatividade ao máximo, sempre é possível gerar renda extra fazendo algo que gostamos.


5)   Busque apoio profissional

Quando estamos doentes é natural procurar o apoio de um médico. Por que quando estamos com problemas financeiros é tão difícil procurar um profissional qualificado? Não tenha medo de procurar um profissional da área financeira para sair do vermelho. Existem muitos que oferecem mentorias por hora, como em uma consulta com um psicólogo. Inclusive é comum que a primeira conversa seja gratuita e os custos do acompanhamento bastante acessíveis. Mentores financeiros podem te orientar para as melhores soluções e te conduzir a sair dessa situação desagradável. Com algum tempo, dedicação e bem orientado, você poderá deixar o status de endividado e seguir para o campo dos investimentos. Deste lado da ponte, a vida é menos estressante, muito mais saudável e equilibrada. Você consegue!  


* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
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