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Economia

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Caminhoneiros ameaçam paralisação após aumento no preço do diesel

O Sindtanque-MG solicita que governos Federal e Estadual tomem medidas para diminuir o preço do combustível

Por João Henrique do Vale

A alta no preço do diesel anunciada nesta terça-feira pela Petrobras trouxe uma insatisfação dos caminhoneiros. O reajuste de R$ 0,25 por litro passa a valer a partir desta quarta-feira. O Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Minas Gerais (Sindtanque-MG) emitiu um posicionamento contra o novo aumento e cobrou uma posição dos governos Federal e Estadual. A categoria ameaça parar caso não sejam tomadas medidas para diminuir o valor. 

O reajuste será de 8,9% nas refinarias. O valor do litro de diesel passará de R$ 2,81 para R$ 3,06. Essa é a primeira revisão em 85 dias. A Petrobras afirma que a nova alta reflete apenas "parte da elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo e da taxa de câmbio". Ou seja, ainda há espaço para novos reajustes.

O presidente do Sindtanque-MG, Irani Gomes, afirma que o aumento vai pesar no bolso dos caminhoneiros. “Quero mostra nossa insatisfação com que está acontecendo com o preço dos combustíveis. O diesel hoje representa mais de 60% dos fretes. A categoria não aguenta mais essa situação. Nenhuma categoria de transporte consegue pagar as suas dívidas e contas devido ao preço absurdo”, afirmou. 

Gomes cobrou dos governos federal e estadual medidas que possam diminuir o valor do combustível e ameaçou uma nova paralisação. “Pedimos que seja diminuído o preço abusivo do diesel. Não aguentamos mais. A corda está esticando. Estamos vendo a hora que o Brasil vai parar como em 2018. Pedimos aqui que o governo sensibilize e converse um com os outros, tanto o federal como o estadual”, finalizou. 

Críticas no Congresso

Por meio das redes sociais, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), criticou o aumento do diesel. A Câmara dos Deputados está fazendo seu dever de casa para o país retomar a economia respeitando os limites fiscais e sendo responsável em todas as suas sinalizações para o mercado. Mesmo assim, o dólar persiste num patamar alto. Junto com a valorização do barril de petróleo, a pressão no preço dos combustíveis é insustentável”, disse.

Segundo ele, o diretor da Petrobras, Cláudio Mastella, estuda com “carinho” um aumento de preços diante desse cenário. “Tenho certeza que ele é bem pago para buscar outras soluções que não o simples repasse frequente. Amanhã (quarta-feira), vamos colocar alternativas em discussão no Colégio de Líderes. O fato é que o Brasil não pode tolerar gasolina a quase R$ 7 e o gás a R$ 120”, completou. 

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