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Economia

Imagem: CNI / Agência Brasil

FMI reduz estimativa de PIB do Brasil para 5,2%

Relatório foi divulgado nesta terça-feira (12) pelo Fundo Monetário Internacional

Por Estadão Conteúdo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu um pouco a projeção do crescimento do Brasil para 2021, da estimativa de 5,3% divulgada em julho para 5,2% agora, de acordo com o relatório Perspectiva Econômica Mundial. Para 2022, a revisão para baixo foi maior, pois passou da estimativa de crescimento do país de 1,9% para 1,5%. Para 2026, o FMI prevê uma alta de 2,1% do Produto Interno Bruto.

O Fundo não divulgou, há dois meses, projeções para inflação, resultado de transações correntes e taxa de desemprego e as últimas previsões para estes indicadores foram comunicadas em abril. Neste contexto, o fundo estima que o IPCA subirá 7,7% neste ano, acima dos 4,6% informados anteriormente, enquanto que para 2022 este índice de preços ao consumidor avançará 5,3%, superior aos 4% estimados há seis meses.

Segundo o FMI, a projeção para o déficit de transações correntes como proporção do PIB caiu um pouco para 2021, de 0,6% para 0,5%, enquanto aumentou para o próximo ano, de 0,8% para 1,7%. No caso da taxa de desemprego, ocorreram reduções das estimativas de 14,5% para 13,8% em 2021 e de 13,2% para 13,1% no próximo ano.

O FMI fez poucos comentários sobre a evolução da economia do Brasil. O documento destacou que suas projeções para as contas públicas refletem anúncios de políticas pelo governo realizados em 31 de maio deste ano e consideram "conformidade total com o teto constitucional de gastos".

O FMI apontou que premissas para a política monetária no país "são consistentes com a convergência da inflação em direção ao centro da meta no final de 2022". O Fundo citou que as ações do Banco Central "mudaram para uma postura menos acomodatícia desde o final de 2021", o que também ocorreu no Chile, México e Rússia.

Crescimento global deve ficar em 5,9%

Apesar do avanço da vacinação em diversos países contra a Covid-19, os riscos para e economia internacional persistem, sobretudo com a Variante Delta, o que levou o FMI a reduzir um pouco a previsão de alta do crescimento global de 6,0% para 5,9% neste ano, mantendo a estimativa de expansão de 4,9% em 2022.

De acordo com Gita Gopinath, economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, "a perigosa divergência" no cenário de evolução da demanda agregada pelo mundo continua uma grande preocupação. Segundo ela, a produção dos países avançados deve atingir os níveis pré-pandemia em 2022 e exceder tal patamar em 0,9 ponto porcentual em 2024

Por outro lado, ela pondera que o nível de atividade em mercados emergentes e nações em desenvolvimento, com exceção da China, deve ficar 5,5 ponto porcentual abaixo do nível anterior à Covid-19 em 2024, o que resultará em "grandes retrocessos para a melhora das condições de vida" de seus cidadãos.

Na sua avaliação, os mercados emergentes estão removendo com maior rapidez estímulos a empresas e famílias devido ao risco de perder a ancoragem de expectativas de inflação e diante de condições financeiras mais apertadas.

De acordo com o fundo, a prolongada pandemia provocou interrupções da fabricação de mercadorias, o que, aliado à alta de commodities, gerou um incremento expressivo da inflação de forma global, prejudicando países avançados, como os EUA e a Alemanha, e também nações em desenvolvimento.

O FMI também ressaltou que mudanças climáticas são um risco importante para a evolução da economia global e medidas para coibir a emissão de carbono devem ser adotadas, como um imposto sobre CO2 em termos mundiais.

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