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Economia

Vale e Governo de MG chegam a acordo de R$ 37 bi em reparações por Brumadinho

Acordo deve ser assinado amanhã, no Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Por Lucas Ragazzi, Lucas Rage e João Henrique do Vale

O Governo de Minas Gerais e a mineradora Vale chegaram a um acordo de reparação pelos danos causados pelo Rompimento da Barragem de Córrego do Feijão, em Brumadinho.

Ao que tudo indica, R$ 37,5 bilhões serão destinados aos cofres públicos pelo crime ambiental. A cifra supera os R$ 29 bilhões oferecidos inicialmente pela Vale, mas é inferior aos R$ 54 bilhões pedidos pelas autoridades.

Exclusivo: veja detalhes sobre os investimentos em Minas após acordo da Vale

Vale lembrar que o valor não leva em conta as ações individuais contra a mineradora. O acordo também não livra a Vale de responder criminalmente pela tragédia.

Por meio de nota, o Governo de Minas explicou que “as medidas de reparação tratam dos danos coletivos à sociedade e ao Estado, sem interferir em ações sobre indenizações e danos individuais, assim como em ações criminais. Já a reparação socioambiental integral não possui teto financeiro”

Uma audiência foi marcada para esta quinta-feira (03), quando as partes assinarão o acordo. O termo de reparação é para investimentos e ações com foco nas regiões atingidas e sua população. 

Participam das tratativas, o Governo de Minas Gerais, o Ministério Público de Minas Gerais, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública de Minas Gerais.

O governador, Romeu Zema, também comentou o acordo em seu Twitter. “Negociações bem avançadas para termos, em breve, medidas de reparação aos mineiros pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, com foco na melhoria de vida dos moradores das regiões diretamente atingidas”.

Segundo o chefe do Executivo, “os recursos são vinculados a projetos específicos que buscam a reparação de danos causados e viabilizam a criação de um Programa de Transferência de Renda aos atingidos”. 

A barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, rompeu em 25 de janeiro de 2019, deixando 270 mortos. Onze vítimas ainda seguem desaparecidas. Os rejeitos também provocaram danos ambientais.

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