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Economia

Vendas de Natal ficaram abaixo do esperado para 37,5% dos lojistas, diz CDL-BH

Pandemia do coronavírus e queda na renda dos trabalhadores explicam o desempenho abaixo do esperado para a data

Por Da redação

As vendas de varejo no Natal ficaram abaixo do esperado para 37,5 % dos lojistas em Belo Horizonte, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (29) pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH). A entidade ouviu 180 comerciantes entre os dias 26 e 28 de dezembro. Os dados mostram ainda que para 27,5% dos lojistas, as vendas cresceram e superaram as expectativas.

Segundo o levantamento, para 68,2% dos lojistas entrevistados, as vendas neste Natal não superaram as de 2019. De acordo com os comerciantes, a pandemia e o isolamento social impactaram fortemente na atividade econômica e no orçamento das famílias, o que explica o desempenho abaixo do esperado para a data.

Segundo o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, os dados podem ser explicados devido à designação da renda, ao longo do ano, para compra de bens de primeira necessidade, evitando o consumo de bens de maior valor agregado e o endividamento a longo prazo. "O Natal é uma data com grande apelo emocional, mas as pessoas consomem presentes de menor valor. Em um balanço geral, concluímos que o auxílio emergencial, a Black Friday e as estratégias adotadas pelos lojistas, como promoções e vendas on-line, foram essenciais para que o varejo não amargasse ainda mais prejuízos”, avaliou.

Dificuldades

Para 88,1% dos lojistas, a pandemia foi o principal obstáculo enfrentado durante as vendas de Natal, seguido de queda na renda dos trabalhadores e redução do fluxo de pessoas circulando nas ruas (14,7% ambos). Em seguida aparecem: horário de funcionamento do comércio (7,4%), desemprego (5,6%) e inflação (5,6%).

Pontos positivos

Segundo o levantamento, apesar das dificuldades, os comerciantes entrevistados apontaram fatores que foram importantes para as vendas na data. Destaque para o atendimento de qualidade (26,9%); auxílio emergencial (23,1%); promoções e ofertas (19,2%); compras on-line (8%); divulgação do produto (7,7%) e décimo terceiro salário (4%).

Pagamento

O pagamento parcelado no cartão de crédito, segundo os lojistas, foi a escolha de 48,1% dos consumidores. Quem optou por esta modalidade, escolheu em média parcelara as compras em cinco vezes. À vista no cartão de crédito foi o pagamento eleito por 20,6% dos clientes e cartão de débito a de 13,8%. Dinheiro em espécie foi a opção de 7,2% dos consumidores.

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