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Educação

"Estamos prontos para voltar", diz sindicato após reunião sem acordo entre Defensoria e PBH

Última reunião entre defensoria pública e a PBH terminou sem acordo. Enquanto particulares dizem que estão prontas para retrono, escolas públicas dizem que estrutura ainda não permite a volta

Por Carol Torres e Marcello Oliveira

Apesar de a reunião entre a Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais (DPMG) e a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) sobre a volta às aulas na capital mineira ter terminado sem acordo na última segunda-feira (07), o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (SINEP-MG) viu com otimismo o movimento causado a favor do retorno às atividades escolares em BH. “A reunião foi boa, a gente percebe que as defensoras públicas que estavam presentes estão empenhadas em resolver a questão do retorno às aulas de forma presencial e hibrida tanto nas escolas públicas quanto nas particulares”, explicou Zuleica Reis Ávila, presidente do SINEP-MG.

Porém, a presidente da entidade diz ter percebido que os representantes das escolas públicas foram contra o que se tem ouvido e tentado fazer para promover o retorno às aulas o quanto antes. “Eles dizem que muitas escolas ainda estão em obras e estão sem condições de retorno, mas o SINEP afirma que as escolas estão prontas para a volta desde o ano passado, já têm condições de voltar com o Ensino Fundamental com toda a estrutura e segurança, mas infelizmente não conseguimos fechar o acordo com os representantes da prefeitura”, finaliza Zuleica. O encontro buscava uma solução extrajudicial para o impasse da falta de aulas, principalmente na rede pública. Um novo encontro ficou agendado para a próxima segunda-feira (14). “Nossa proposta é o retorno das atividades o mais rápido possível, os pais e

professores estão aguardando, os alunos estão cansados das atividades remotas e nessa próxima reunião vamos encontrar com o pessoal da educação e da saúde para tentar resolver essa situação”, completa a presidente do SINEP.

No dia 21 de maio, a Defensoria Pública ajuizou uma ação civil pública cobrando do município de Belo Horizonte a implementação de um sistema de aulas remotas online ou híbridas na rede municipal de ensino, caso não seja possível o retorno das aulas presenciais de forma segura. A ação requer também a apresentação de um programa de inclusão digital para alunos e professores. 


De acordo com a Defensoria, o objetivo é minimizar o prejuízo escolar dos alunos da rede pública municipal, que estão sem plano efetivo de aulas desde março de 2020, o que agrava a desigualdade em relação à rede privada de ensino.

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