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Educação

Grupo de pais e professores instala outdoors em BH pedindo volta às aulas na capital

Peças pedem prioridade para instituições de ensino de Belo Horizonte; grupo critica falta de diálogo com Poder Público Municipal

Por Lucas Rage

Professores e pais de alunos da rede pública e privada de ensino de Belo Horizonte se mobilizaram para pedir a retomada das aulas presenciais na capital. A manifestação acontece por meio de três outdoors e um luminoso, que poderão ser vistos a partir desta segunda-feira (07) em diferentes pontos de BH.

“Belo Horizonte, por que nossas crianças não são prioridade para a prefeitura? A escola deve ser a primeira a abrir e a última a fechar.", são os dizeres nas peças, localizadas nas Avenidas Eduardo Gomes, Barão Homem de Melo e Cristiano Machado. Já o painel de Led está instalado na Praça Milton Campos, entre Contorno e Afonso Pena.

“A prefeitura de Belo Horizonte se orgulha de estar fazendo uma gestão excepcional da crise causada pela Covid-19 mas a verdade é: a gestão está sacrificando as crianças, fundamentada em uma dedução errônea lá do início da pandemia: a ideia de que as crianças seriam super-transmissoras mesmo sem sintomas, que gerou a terrível conclusão, ainda hoje difundida pelos poder público de Belo Horizonte: ‘a escola mata’”, afirma em nota o grupo. “Dezenas de estudos científicos comprovam que as crianças não são os maiores vetores do vírus e que é possível fazer uma reabertura das escolas de forma segura.”, completa.

“Comumente ouvimos os profissionais do comitê de enfrentamento à Covid-19 informando que as escolas só serão abertas quando a taxa de transmissibilidade baixar para 20 casos por 100 mil habitantes, que seria um cenário de baixíssima transmissão na sociedade, conforme tabela sugerida pelo CDC americano. Porém, estudos do mundo inteiro já mostram que a transmissão dentro do ambiente escolar é inferior à diversos outros setores que já estão abertos, o que demonstra, claramente, que a questão é de prioridades”, continua a nota.

O grupo pede que o comitê tome a decisão de abrir as escolas, no máximo, 1º de fevereiro de 2021. Os pais e professores cobra ainda a priorização no funcionamento de instituições de ensino, caso haja alta nos indicadores de transmissão Covid-19.

Falta diálogo

O grupo — que conta com o apoio do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (SINEP/MG) — critica ainda a falta de diálogo com o Poder Público Municipal. “Tentamos inúmeras reuniões com o comitê de enfrentamento à Covid-19 de Belo Horizonte. Tentamos inúmeras reuniões com o prefeito. Ninguém dos recebe. Pedimos inúmeras vezes que o comitê de enfrentamento tenha, pelo menos um pediatra e um psiquiatra, mas até agora esses pedidos não foram atendidos”

“Denunciamos a situação para o Conselho Tutelar, a Secretaria Municipal de Educação, a Câmara do Vereadores e o Ministério Público e nenhuma medida efetiva para a reabertura imediata das escolas foi tomada”, completou.

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