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Educação

Prefeito Alexandre Kalil descarta reabertura de escolas em BH

Prefeito descartou retomada do ensino presencial na capital; segundo ele suspensão de alvarás é "questão prática" para evitar "corrida jurídica"

Por Lucas Rage

O prefeito, Alexandre Kalil, descartou a retomada das aulas presenciais nas escolas de Belo Horizonte.

A informação foi divulgada em coletiva à imprensa, realizada na tarde desta segunda-feira (28) na sede do Executivo Municipal.

Para embasar a decisão, Kalil se valeu de manchetes do noticiário internacional apontando uma segunda onda em países como a Alemanha e a Coreia do Sul.

O prefeito abordou ainda críticas que vêm sido feitas à reabertura de bares, em favorecimento às instituições de ensino. "A ida ao bar não é compulsória. A ida às escolas é compulsória", explicou Kalil.

"Estamos falando em uma crise endêmica, e não em uma crise educacional", disse o prefeito. "Não vamos repetir o erro de politizar uma tragédia", completou.

Segundo o prefeito, a não abertura de escolas não impede a reabertura gradual da cidade.

Sobre a suspensão dos alvarás do ensino

Questionado sobre a suspensão do alvará de funcionamento de escolas de BH, Kalil afirmou se tratar de uma "decisão prática".

"Não é uma questão de caçar alvará de escola. Era simplesmente para evitar uma corrida jurídica que se ensaiou na abertura da escola do exército", explicou o prefeito, mencionando o episódio envolvendo o Colégio Militar de Belo Horizonte. "Foi a saída que achamos para não haver um descontrole, uma fila indiana de pedidos na Justiça".

Conforme o prefeito, pesquisa feita pela Prefeitura de BH com a população apontou que 74% dos pais não querem a volta às aulas presencial. "Os professores, os limpadores, os serventes...ninguém quer a volta às aulas", afirmou Kalil.

Sobre protestos na Feira Hippie

O prefeito classificou como "atos isolados" os protestos realizados ontem, na Feira Hippie de BH. H. "Foram 7 expositores. Se estiverem insatisfeitos, podem vir aqui entregar o alvará", afirmou Kalil. "São pessoas ligadas a um vereador de BH, que vão protestar se a feira for colocada no Edifício Acaiaca", acrescentou.

A retomada da Feira Hippie foi marcada por atos de feirantes ligados ao setor de alimentação. Cerca de 50 expositores fizeram passeata até a porta da Prefeitura, pedindo revisão dos moldes da feira. Segundo o grupo, formato proposto não atende a volta das atividades.




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