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Educação

Zema comemora resultado do Ideb e diz que meta precisa ser revista

Governador destacou que resultado é o melhor desde a criação do índice há 15 anos e disse que meta não foi atingida porque Minas enfrentou período de "apagão na educação"

Por Fernando Motta

O Governador de Minas, Romeu Zema, concedeu entrevista coletiva à imprensa na tarde desta terça-feira (15) para falar sobre os resultados do Ideb 2019, índice que avalia o desenvolvimento da educação básica brasileira pelo fluxo escolar e médias das avaliações.

Os dados divulgados nesta manhã mostram que Minas Gerais não alcançou as metas estabelecidas apesar de ter registrado uma melhora em relação aos anos anteriores. Ao lado da secretária de Educação, Júlia Sant'Anna, Zema comemorou os resultados deste ano, destacando que Minas avançou três posições no ranking nacional, passando de 12º lugar para a 9ª colocação.

Quando foi criado, em 2005, o Ideb estabeleceu metas para cada Estado até 2021. Minas tem a segunda maior, só perdendo para Santa Catarina. Zema disse que as metas precisam ser revistas, pois há 15 anos o Brasil tinha uma "realidade diferente".

  • Nos primeiros anos do ensino fundamental, Minas conseguiu se manter na média e atingiu a meta de 6,5.
  • Nos anos finais do ensino fundamental, Minas não atingiu a meta de 5,5 e ficou com nota 4,9.
  • No ensino médio a meta de 5,3 também não foi atingida e o Estado ficou com nota 4,2.

"Até questiono como um programa tão importante fica tanto tempo sem uma revisão. Minas e outros estados ficaram abaixo porque o Brasil teve vários problemas durante esse percurso", disse Zema.

A secretária Júlia Sant'Anna alegou que "Minas enfrentou um período muito grande de apagão na educação".

Retorno às aulas

Questionado sobre o retorno às aulas presenciais nas escolas mineiras, Zema disse que ainda não há uma definição. "Nas últimas semanas, a quantidade de novos casos e óbitos está reduzindo de forma consistente. Ainda não chegamos ao ponto de a SES recomendar o retorno às aulas", disse.

Zema afirmou que caso os números da Covid-19 continuem caindo a data deverá ser "definida em breve".

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