Internacional

  1. Notícias
  2. Internacional
  3. Comissário brasileiro é preso nos EUA por se passar por criança morta por 20 anos
Imagem: Nel Botha NZ /Pixabay

Comissário brasileiro é preso nos EUA por se passar por criança morta por 20 anos

Brasileiro trabalhava na United Airlines e foi preso ao passar por um aeroporto americano


Por Marcello Oliveira

Um comissário brasileiro que trabalhava na companhia aérea americana United Airlines foi preso na semana passada no Aeroporto Internacional de Houston, nos Estados Unidos, por utilizar a identidade de uma criança americana morta em 1979 por mais de 20 anos.

O paulista Ricardo César Guedes, de 49 anos, trabalhava como comissário de bordo da United usando a identidade de William Ericsson Ladd, uma criança nascida em 1974 e que morreu aos cinco anos de idade em um acidente de carro. A mãe do garoto morto confirmou a identidade e as datas de nascimento e morte de William. O brasileiro entrou para a aviação civil americana no final dos anos 1990 e desde 2020 estava sendo investigado pelo Departamento de Estado norte-americano quando pediu a renovação do passaporte. As autoridades americanas encontraram vários indícios de fraude a partir dos dados do seguro social dele.

O caso veio à tona esta semana depois que a Corte Federal em Houston, Texas, formalizou a acusação contra Ricardo Cesar Guedes.

Investigadores disseram que o brasileiro acusado nasceu em São Paulo em 1972 e assumiu a identidade de Ladd em 1998. Ele requereu um passaporte americano usando os dados de Ladd e desde então renovou o passaporte por seis vezes com o nome falso até que a fraude foi detectada na tentativa de renovar o passaporte pela sétima vez, em 2020.

Os agentes conseguiram encontrar a identidade de Guedes no Brasil a partir de suas impressões digitais coletadas para fazer o seu documento de identificação brasileiro na década de 1990. As digitais foram comparadas e foram compatíveis com a americana e a fraude foi descoberta.

A United Airlines dispensou o funcionário, que foi preso enquanto passava pelo Aeroporto de Houston, um dos principais centros de distribuição de voos da companhia americana.

O brasileiro vai responder por crimes de falsidade ideológica, por mentir na aplicação para o passaporte, por se passar por um cidadão americano e por entrar no aeroporto utilizando documentos falsos.

Colunistas

Carregando...

Enquete

Carregando...

Saiba mais