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Imagem: Reprodução / Gov.UK

No Reino Unido, Johnson alerta para risco de conflito 'sangrento' na Ucrânia

Declaração do primeiro ministro acontece em meio a escalada de tensão entre Ucrânia e Rússia; Otan mobiliza tropas na fronteira entre países


Por Estadão Conteúdo

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, alertou, nesta segunda-feira (24), que uma eventual invasão da Ucrânia pela Rússia deflagraria um conflito "doloroso, violento e sangrento". Segundo ele, a situação pode resultar na "nova Chechênia", em referência à guerra separatista iniciada nos anos 1990.

Em entrevista, o premiê britânico afirmou que acredita que os ucranianos vão lutar contra qualquer ataque russo. Johnson também buscou assegurar que, junto com aliados, Londres coordenará um "duro" pacote de sanções contra o Kremlin, caso a invasão siga adiante.

O primeiro-ministro disse ainda que as informações de inteligência apontam para o risco de uma invasão, mas ressaltou que não considera esse um cenário inevitável. "O bom senso ainda pode prevalecer, mas o Reino Unido está na liderança da criação desse pacote de sanções", disse, reforçando compromisso com a defesa da soberania ucraniana.

Os comentários acontecem em um contexto de agravamento das tensões no Leste Europeu. Após a Rússia concentrar cerca de 100 mil soldados em sua fronteira, os Estados Unidos e o Reino Unido decidiram evacuar familiares de funcionários das embaixadas em Kiev. Neste domingo, uma reportagem do The New York Times informou que Washington estuda mobilizar tropas na região.

Otan mobiliza tropas

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) disse nesta segunda-feira (24) que está enviando mais navios e jatos de combate para o Leste Europeu, assim como mobilizando forças adicionais, após a Irlanda reclamar de possíveis novas manobras militares da Rússia em área próxima a sua costa, num momento de tensões sobre um possível ataque de Moscou à Ucrânia.

Liderada pelos EUA, a Otan anunciou que está ampliando sua capacidade de "dissuasão" na região do mar Báltico. A Dinamarca está deslocando uma fragata e jatos F-16 para a Lituânia. A Espanha também está mandando navios de guerra e poderá enviar jatos para a Bulgária. A França, por sua vez, está em alerta para mandar tropas ao território búlgaro.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg disse que o grupo "tomará todas as medidas necessárias para proteger e defender todos os aliados" e "sempre responderá a qualquer deterioração de nosso ambiente de segurança".

A iniciativa da Otan veio num momento em que chanceleres da União Europeia (UE) fizeram um gesto de apoio à Ucrânia. "Estamos mostrando união inédita em relação à situação na Ucrânia, sob forte coordenação com os EUA", disse o chefe de política externa da UE, Josep Borrell, a repórteres em Bruxelas

Borrell disse que a UE não pretende retirar famílias de funcionários de embaixadas europeias da Ucrânia, ao contrário do que os EUA e Reino Unido planejam. 

Ao chegar para uma reunião de chanceleres da UE em Bruxelas, o ministro de Relações Exteriores da Irlanda, Simon Coveney, disse que iria relatar a colegas que a Rússia pretende fazer manobras militares a cerca de 240 quilômetros da costa sudoeste irlandesa - em águas internacionais, mas dentro da zona econômica exclusiva da Irlanda. 

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