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Radiação em Chernobyl aumentou após invasão da Rússia, afirma Ucrânia

Ministério da Defesa russo desmentiu informação divulgada pela agência reguladora de energia nuclear da Ucrânia


Por Estadão Conteúdo

A agência reguladora de energia nuclear da Ucrânia disse ter detectado níveis de radiação gama mais altos do que o normal na área perto da usina nuclear desativada de Chernobyl, depois de ela ter sido apreendida pelos militares russos. A Inspetoria Reguladora Nuclear do Estado não deu mais detalhes, e atribuiu o aumento a uma "perturbação do solo superficial devido ao movimento de uma grande quantidade de equipamentos militares pesados através da zona de exclusão e à liberação de poeira radioativa contaminada no ar".

O porta-voz do Ministério da Defesa russo, major-general Igor Konashenkov, disse que as tropas aerotransportadas russas estavam protegendo a usina para evitar possíveis "provocações". Ele insistiu que os níveis de radiação na área permaneceram normais.

A Agência Internacional de Energia Atômica, com sede em Viena, disse que foi informada pela Ucrânia sobre o aumento, acrescentando que "não houve vítimas ou destruição no local industrial".

O desastre na usina nuclear de Chernobyl aconteceu em 1986, quando um reator nuclear na usina a 130 quilômetros ao norte de Kiev explodiu, enviando uma nuvem radioativa por toda a Europa. O reator danificado foi posteriormente coberto por uma concha protetora para evitar vazamentos.

Autoridades ucranianas disseram que a Rússia tomou a usina e sua zona de exclusão ao redor após uma batalha nesta quinta-feira (24) no primeiro dia da invasão russa ao país. As tropas entraram pela fronteira de Belarus, onde estavam concentradas há semanas para a realização de exercícios militares conjuntos, segundo justificou a Rússia na época.


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