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Imagem: Fiat / Divulgação

Montadoras ganham três meses para concluir produção de carros mais poluentes

Seis modelos e quatro motores que deveriam sair de linha em dezembro, ganharão mais três meses para se despedirem do mercado


Por Marcello Oliveira

O Ibama deu mais três meses para as montadoras finalizarem carros cuja produção não seria mais aceita neste ano em razão dos novos limites de emissão do Proconve, o programa que visa reduzir a poluição lançada à atmosfera pelos veículos.

O adiamento atende a pedido das montadoras, representadas pela Anfavea, que vinham apontando dificuldade de concluir a produção dentro do prazo do programa diante da falta de peças, sobretudo componentes eletrônicos - um problema global -, nas linhas de montagem.

Apesar dos argumentos contrários colocados pelo Ministério Público de que a transição à nova fase do Proconve era conhecida há três anos, de forma que as montadoras poderiam ter se antecipado nesse período, o Ibama abriu exceção aos carros que, por falta de componentes específicos, não tiveram produção concluída até o último dia de 2021.

Nesses casos, a indústria poderá finalizar os automóveis até 31 de março, com venda deles liberada nos três meses seguintes - ou seja, até o fim de junho.

Como a confirmação do novo prazo só veio na última quinta-feira (30), com a publicação da instrução normativa do Ibama, montadoras com disponibilidade de peças correram para finalizar carros incompletos na reta final de 2021, adiando em alguns casos o recesso de fim de ano nas fábricas.

A produção do setor no mês passado só será revelada na manhã de sexta-feira (07) pela Anfavea. Em novembro, a montagem de veículos, já refletindo essa corrida contra o tempo, foi, até agora, a maior do ano passado, com 206 mil unidades fabricadas, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus.

Carros e motores que sairão de linha

São seis modelos e quatro motores que deverão deixar de ser produzidos por não se adequarem às novas regras ambientais. São eles: os Chevrolet Joy e Joy Plus (antigos Onix e Prisma), Fiat Uno, Fiat Doblò, os Honda Fit e WRV, os Volkswagem Gol, Voyage e Saveiro (ambos 1.6 8V).

No caso dos Chevrolet, a solução para a manutenção da produção dos Joy seria a troca do motor 1.0 de quatro cilindros pelo moderno e eficiente motor de três cilcindros que equipa a nova geração do Onix. Como o novo Onix está em uma categoria superior ao Joy, seria economicamente inviável colocar o motor mais eficiente no modelo popular. A minivan Spin, que usa um antigo motor 1.8 também deveria ter de sair de linha, mas a Chevrolet já está trabalhando em adaptações no motor para que o modelo continue em linha e dentro da lei.

No caso da Fiat, o Uno será aposentado não apenas por questões mercadológicas, que inclui o atrito com os irmãos Mobi e Argo, mas principalmente pelo motor Fire 1.0 de quatro cilindros. O Doblò deixa de ser produzido após 20 anos de mercado e junto com ele sai de cena o motor e.torq 1.8 16V que equipa, além do Doblò, os modelos topo de linha do Argo e Cronos. O 1.8 da Fiat já equipou no passado o Punto, Bravo, Idea e o Linea.

A trinca da Volkswagen terá mais tempo para deixar o mercado, mas as versões equipadas com o motor 1.6 8V serãod escontinuados imediatamente. As demais versões de Gol e Voyage (1.0 de três ciclindros e 1.6 16V MSI) poderão deverão permanecer até o fim do ano em linha, quando devem dar adeus definitivamente por questões de mercado e a chegada de novos produtos.

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