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Nacional

Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

Demanda atípica: Petrobras não atenderá todos os pedidos de combustíveis em novembro

Confirmação da estatal acende alerta para risco de desabastecimento no país

Por Carol Torres

A Petrobras confirmou, em nota, que não terá capacidade de atender todos os pedidos de fornecimento de combustíveis para novembro. De acordo com a estatal, a demanda para o próximo mês está acima de sua capacidade de produção. A informação acende um alerta para as distribuidoras, que já apontaram para risco de desabastecimento no país.

Para o mês de novembro, a Petrobras recebeu pedidos muito acima dos meses anteriores e de sua capacidade de produção. Apenas com muita antecedência, a Petrobras conseguiria se programar para atender essa demanda atípica”, diz o comunicado. 

Desabastecimento 

Na semana passada, a Associação das Distribuidoras de Combustíveis Brasilcom, que representa mais de 40 distribuidoras regionais de combustíveis, afirmou que a petroleira teria avisado diversas associadas sobre "uma série de cortes unilaterais nos pedidos feitos para fornecimento de gasolina e óleo diesel" para novembro.

As reduções promovidas pela Petrobras, em alguns casos chegando a mais de 50% do volume solicitado para compra, colocam o país em situação de potencial desabastecimento, haja vista a impossibilidade de compensar essas reduções de fornecimento por meio de contratos de importação, considerando a diferença atual entre os preços do mercado internacional, que estão em patamares bem superiores aos praticados no Brasil”, afirmou a nota da Brasilcom. 

Aumento da produção 

A Petrobras também informou que está maximizando sua produção e entregas, operando com elevada utilização de suas refinarias. 

De acordo com a Companhia, nos últimos anos, o mercado brasileiro de diesel foi abastecido tanto por sua produção, quanto por importações realizadas por distribuidoras, terceiros e pela Companhia, que garantiram o atendimento integral da demanda doméstica.

“Na comparação com novembro de 2019, a demanda dos distribuidores por diesel aumentou 20% e a por gasolina 10%, representando mais de 100% do mercado brasileiro. A Petrobras segue atendendo os contratos com as distribuidoras, de acordo com os termos, prazos vigentes e sua capacidade”, diz a nota da Petrobras. 

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