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Imagem: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

5G: A tecnologia que pode demorar a sair do papel

Primeira cidade que deve receber a tecnologia é Brasília


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Paulo Leite

Sociólogo e jornalista. Colunista do programa Central 98. Apresentador do 98 Talks


Embora o governo federal anuncie para os próximos dias a implantação da tecnologia 5G, a mais avançada em operação de dados e voz do mundo, na verdade a disponibilização para parte dos consumidores só será realidade em pelo menos doze meses, numa perspectiva otimista.

Especialistas da área de tecnologia afirmam que inicialmente só pontos estratégicos da capital federal receberão o 5G. Os motivos vão desde o custo para implantação até a necessidade de adaptação da legislação para a instalação de um número maior de antenas.

As frequências mais altas trazem a necessidade de antenas mais baixas e mais próximas dos usuários, sem contar com um número muito maior desses equipamentos instalados. Isso esbarra na adequação da legislação dos municípios que em sua maioria sofrem pressão dos cidadãos com as atuais antenas do 4G, imagine com as da nova tecnologia.

As operadoras terão que fazer investimentos altos para a operação da nova tecnologia e por isso fizeram constantes movimentos para retardar a aprovação do projeto. A Anatel cedeu às pressões políticas para a colocação em funcionamento do 5G em ano eleitoral.

Para os consumidores a opção é esperar a implantação além de preparar-se para a aquisição dos novos aparelhos, uma vez que são poucos os que já atendem as especificações necessárias.

Segundo a anatel, Belo Horizonte será a segunda capital brasileira a receber a tecnologia com problemas a ser resolvidos. Ainda tramita, em fase de discussão na Câmara Municipal, o projeto que regulamentará o uso do 5G e com questionamentos os mais variados. Com tudo isso, a operação do 5G deve demorar, mesmo porque, ela terá viabilidade razoável nas capitais e com muitas dificuldades para implantação nas cidades menores.

A internet das coisas terá que esperar.

* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
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