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Opinião

Imagem: Paulo Leite / Reprodução

A transparência e a verdade não são qualidades, São obrigações.

O que se vê no atual processo eleitoral da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador ultrapassa as raias do bom senso

Notícias

Paulo Leite

Jornalista dos programas Central 98 e 98 Talks


Como colunista deste site abordarei um tema bem próximo a mim. Além de meu trabalho como jornalista tenho a atividade de criador dos cavalos da raça Mangalarga Marchador, crio em pequena escala no cinturão metropolitano de Belo Horizonte. A Associação que congrega os criadores, Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), prepara-se para eleger no início de setembro sua nova diretoria e as eleições da Associação são quase sempre marcadas por disputas apaixonadas, algumas até judicializadas, mas isso é característica de processos eleitorais mais acalorados. Porém o que se vê no atual processo eleitoral ultrapassa as raias do bom senso e da conduta associativa.

Desde o início a atual diretoria que de maneira legítima apóia uma das chapas, tem se portado de maneira antiética e contrária aos preceitos da honestidade e da civilidade. Acreditava-se que a eleição seria realizada em chapa única o que acabou não acontecendo. Os atuais mandatários quando confrontados com essa realidade passaram a agir norteados pelo destempero de quem não aceita bem as disputas. A chapa opositora passou a ser detratada e seus apoiadores deixados de lado nas suas reivindicações. Questões comuns como o fornecimento dos nomes de associados aptos ao voto, uma vez que o estatuto da Associação exige prazo de adimplência dos associados para o exercício desse direito, são até hoje negados sob o pretexto da LGPD em vigor no país o que não se aproxima da verdade, pois tais nomes não viriam acompanhados de outros dados. Porque será que pessoas ligadas à chapa da situação e apoiada pela diretoria iniciaram, dois meses antes do pleito, extenso trabalho de telemarketing entre os associados? Qual a fonte geradora dessa informação? Não estariam fazendo uso privilegiado dos dados que pertencem à Associação e portanto aos seus associados?

Sem contar o sem numero de inverdades levantadas contra os que encabeçam a chapa de oposição “Marchador Acima de Tudo”. Antonio Santos Silva, candidato a presidência e que tem sua história contada por um enorme esforço pessoal em se constituir respeitado empresário foi castigado por observações infundadas sobre seu desempenho como titular de um sufixo vitorioso na história da raça. Chegaram a difundir que por não residir em Belo Horizonte não teria condição de presidir a Associação. Ora, a entidade não é Nacional? Não é justo que qualquer associado independentemente de onde resida possa presidi-la? A insanidade das teses levantadas pela chapa da situação chegou a tal ponto que fez com que o candidato gravasse um vídeo comprometendo-se a residir na capital mineira.

Tais atitudes são amplificadas pelo envio das cédulas aos associados adotando-se método de escolha da ordem de quais foram enviadas primeiro e privilegiando aqueles que se declararam apoiadores da chapa da situação. Porque imediatamente após esse envio seletivo pessoas ligadas à chapa da situação realizaram e ainda realizam verdadeiras blitzen oferecendo-se a busca dos votos nas casas dos criadores pelos representantes da chapa apoiada pela diretoria?

Por que o presidente da entidade grava imediatamente após o envio das cédulas um vídeo pedindo “Liga pro seu amigo que é associado, busca o voto, nós precisamos estar todos juntos no dia 3 de setembro”. Porque será? Em tempo: esse vídeo circula amplamente nas redes sociais e em grupos de aplicativos de mensagens.

Para coroar a desinformação alguns veículos de imprensa foram contratados para desmoralizar a pesquisa realizada por empresa independente com seu portfólio de clientes sendo referência no mercado brasileiro e que adotou metodologia legitima e que traduzia resultado incômodo aos poderosos de plantão, diferentemente das inúmeras enquetes espalhadas por empresas ligadas a chapa de situação 

Ora, eleição se ganha com propostas e ética. 

Finalizo deixando três reflexões aos associados da ABCCMM que exercerão em três de setembro seu direito de voto.

Escolha quem para construir seu patrimônio optou pelo caminho do trabalho, quem nuca usou da distribuição e promessas de privilégios e/ou benefícios para conseguir seu apoio, quem nunca teve seu nome ligado a escândalos e quem escolhe como companheiros de jornada aqueles que têm por hábito comprar e pagar, vender e entregar. Feitas essas reflexões fica fácil decidir seu voto sem pressões e artifícios usados por quem abandona os argumentos no meio do caminho.

* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
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