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Imagem: Acervo / PBH

BH pulsa em nós. Viva seus 124 anos!

Nascida como “a cidade do futuro”, Belo Horizonte é cheia de vida, cultura e história. Parabéns, Beagá!


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Nely Aquino

Vereadora pelo Podemos, presidente da Câmara Municipal de BH em seu 2º mandato. Fundadora do Projeto Rumo Certo.


“Tudo o que BH é, ou aspira a ser, ainda se encontra no Mercado Central. Um pouco também na Lagoa da Pampulha e no Maletta. Nesses locais, quando menos se espera nos deparamos com a fala cantada, os olhos das moças, o prazer da conversa, a boa comida, os belos horizontes e, de repente, o espírito de Minas.” Wander Piroli (1931-2006)

124 anos, no dia 12 de dezembro, era inaugurada a nova capital de Minas Gerais: “A cidade do futuro”, caracterizou o arquiteto urbanista Aarão Reis (progressista do século XX que se inspirou na cidade de Washington, nos Estados Unidos). Nascia ali a 6º cidade mais populosa do país, a terceira mais populosa da região sudeste e a primeira cidade brasileira moderna planejada. Segundo o Censo de 2010, Belo Horizonte produz 1,4% do PIB do país e é a 45ª melhor cidade do mundo para se viver, entre 100 cidades.

O primeiro nome que recebeu foi “Cidade de Minas”, mas não agradou a população e, em 1901, foi renomeada de Belo Horizonte. Planejada para ser a capital do Governo de Minas Gerais (antes, Ouro Preto 1720-1897), centralizando o poder político e concentrando todas as decisões do Estado, abandonou o estilo colonial. Inúmeras praças, iluminação, bonde, ruas largas, prédios e telégrafos faziam de Belo Horizonte a materialização do modelo urbano de intervenção republicana, em contraposição à antiga e atrasada Ouro Preto monarquista.

Embora a ideologia fosse para sepultar a antiga capital embaixo da moderna Belo Horizonte, na prática, o sujeito que se formava na nova capital, orgulhava-se da grandiosa moderna cidade sem desmerecer o passado, a tradição e a história de Ouro Preto. Com toda essa trajetória, os novos belo-horizontinos, chegados ou nascidos, foram construindo aos poucos seus hábitos e o jeito acolhedor. A identidade de Belo Horizonte é a mineiridade, o espírito e o coração de Minas.

A história de Belo Horizonte brota no cotidiano e pulsa forte em todos os cantos. Ela está na Serra do Curral, na Lagoa da Pampulha, no Mineirão, no mirante do Mangabeiras e na Praça do Papa; na Praça da Liberdade, no Palácio das Artes, no edifício Maletta, no Parque Municipal, na culinária, na cultura do Mercado Central, na Feira Hippie aos domingos, nos bares e botequins ou nos clubes das esquinas. BH pulsa no Barreiro, em Venda Nova, na Pampulha, na região Nordeste, na Oeste, na Noroeste, Norte, Centro-Sul e Leste, cada uma delas com sua especificidade, tamanho, necessidade e diversidade cultural. BH pulsa em nós.

“Belorizonte”, “Beagá”, “Belô, Berizonte” chega aos seus 124 anos mostrando que está viva e que é o povo quem faz a cidade. A pandemia que o mundo vive calou milhares de belo-horizontinos, mas não apagou o brilho dos olhos, a esperança e a força de quem vive a cidade no seu dia a dia, o que é peculiar da nossa gente. BH somos nós, por isso ela permanecerá viva por muitos e muitos anos. Viva BH!

* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
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