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Imagem: Bruno Cantini / Flicker / Atlético

E o Galo, Kalil? O estranho silencio do político alvinegro

Alexandre Kalil — prefeito de Belo Horizonte e atleticano atrevido e falastrão — se calou diante da vitória do Galo; por quê?


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Antônio Claret Jr.

Advogado e Vice-Presidente do Instituto Liberal


Na última quinta-feira (2), o atleticano caminhava para mais um adiamento do grito de “É campeão!” quando perdia para o Bahia, em Salvador, por 2 a 0. Entretanto, em apenas 5 minutos, Hulk e Keno viraram o jogo, bem ao estilo “Galo doido” e permitiu que a torcida gritasse a plenos pulmões e ocupasse as ruas da capital mineira.

Muito além desta vitória, a verdade é que o atleticano vive um momento mágico com seu time. São crianças de 2 anos até seus avós, e muitas vezes bisavós, que se encontram encantados e orgulhosos do “Galão da Massa”. É impossível não ver alguém na rua trajado com a camisa do Galo e não perguntar “E o Galo?”. Em contrapartida, se alguém pergunta, é irresistível não responder “O Galo ganhou!”. Este é o clima em Belo Horizonte: Uma verdadeira lua de mel atleticana. Todo e qualquer atleticano passou a última semana postando sobre o Galo e falando do Brasileirão até em ambientes profissionais. O coração falou mais alto que qualquer outro compartimento da vida humana.

Entre os anos de 2008 e 2014, Alexandre Kalil foi presidente do Clube Atlético Mineiro. Naquele período, o Kalil conhecido pelo torcedor era um dirigente bravo, polêmico mas, acima de tudo, apaixonado pelo clube.

Após o fim de seu 2º mandato à frente do Atlético, Kalil se candidatou a prefeito de Belo Horizonte e, com a ajuda decisiva da massa alvinegra, se tornou o chefe do executivo da capital mineira. Enquanto isso, o Atlético caminhou para a busca de uma gestão sustentável com o apoio do mecenas Rubens Menin, que culminou com este momento mágico e inédito na história centenária do time.

Fato é que, independentemente do que fez ou vem fazendo na prefeitura, o gestor jamais foi desvinculado da imagem de atleticano. Entretanto, na última semana, algo curioso aconteceu: aquele atleticano atrevido e falastrão sumiu. Kalil, que mesmo prefeito nunca escondeu sua paixão pelo Galo desapareceu. Nem um tuite sequer comemorando o título. Muito pelo contrário, até multa a prefeitura aplicou no clube pela merecida comemoração na Praça Sete.

Teria a política, naquele seu formato mais velho possível, ganhado o coração de Alexandre a ponto de expulsar o Galo de lá? 

* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
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