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Opinião

Imagem: Reprodução / Internet

Elas são mães e pais

O Brasil tem mais de 11 milhões de mulheres que precisam prover tudo para seus filhos — neste dia dos pais, meu parabéns vai para elas

Notícias

Nely Aquino

Vereadora pelo Podemos, presidente da Câmara Municipal de BH em seu 2º mandato. Fundadora do Projeto Rumo Certo.


Mãe solteira, mães solo ou simplesmente mãe sozinha. Mulheres que criam seus filhos sem a presença de um pai. Algumas vezes por opção de assumir ser uma produção independente, mas em outras, em sua grande maioria, pelo covarde abandono paterno

Ser mãe e pai pode até ser legal em alguns momentos, mas exaustivo e angustiante. É a “mãe solo” que toma sozinha todas as decisões. Não têm com quem conversar, nem discutir sobre o que considera melhor para o seu filho: religião, escola, esporte, corte de cabelo. O que ela quer para o filho, ela faz – ou se esforça para conseguir fazer. 

No próximo domingo, dia 8 de agosto, comemoramos mais um dia dos pais. Aos pais, que são de fato pais, todo o meu respeito. Mas hoje quero desejar um feliz dia das “Pães” àquelas que cuidam dos seus filhos se desdobrando em mil para manter a família. Mães, que têm de apresentar o mundo e todas as suas regras a uma criança, mães que não têm a opção de desistir, mães que ainda enfrentam o preconceito e as dificuldades de manterem o sustendo de seus lares.

Era muito comum utilizar a expressão “mãe solteira” para se referir àquelas mulheres que criam sozinhas os seus filhos. Mas a maternidade vai muito mais além do estado civil. Existem casos, o que é muito comum, de pais que não participam ativamente no desenvolvimento infantil e não provêm financeiramente e nunca têm um tempo para o filho.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, no Brasil, são mais de 11,5 milhões de mulheres que precisam prover tudo aos filhos, auxiliar no colégio, trabalhar fora e cuidar da casa, sozinha. E dentro dessas 11,5 milhões de mães solo, 63% estão abaixo da linha da pobreza. É um ciclo “vicioso”. Para se dedicarem aos filhos, encontram inúmeras dificuldades e barreiras de inserção ao mercado de trabalho.

Outro dado que mostra como muitas mulheres têm assumido a responsabilidade de criar os filhos sozinhas vem da cartilha ‘Pai presente‘, divulgada pelo Conselho Nacional com base nos dados do Censo 2020, onde aponta que 5,5 milhões de estudantes não possuem o nome do pai na certidão de nascimento. Infelizmente, ainda existe uma cultura que isenta o comportamento masculino perante a paternidade e para as mulheres é inadmissível essa isenção, sendo ainda alvo de críticas.

Em razão de dados como este, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais – TJMG iniciou, na última segunda-feira (2), as inscrições para o primeiro mutirão virtual do Centro de Reconhecimento de Paternidade de Belo Horizonte, para incluir o nome de pais e mães na certidão de nascimento dos filhos. O mutirão será realizado no dia 7 de outubro. Uma excelente iniciativa para quem deseja assegurar seus direitos, tais como recebimento de pensão alimentícia, regulamentação de convivência e direitos sucessórios.

Por fim, neste Dia dos Pais, Parabenizo a todos e em especial as mães e dizer ainda que não é vergonha ser mãe sozinha, “solo”, vergonha é ser pai e não cuidar. Tenho orgulho de vocês e desejo muita energia e força . Ser “pãe” é amar por dois. Feliz dia!

*Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.

* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
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