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Opinião

(Foto: Amira Hissa / PBH)

Na última quinta-feira (27), o prefeito Alexandre Kalil assinou termo de patrocínio para viabilizar estudos da vacina contra a COVID-19 desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), garantindo R$30 milhões para o  projeto. Em um primeiro momento, o gesto parece positivo mas, se aprofundarmos, está bem mais próximo de uma atitude populista que nobre.

É sabido que a União, que tem competência para a aquisição de vacinas, já contratou a compra de quase 600 milhões de vacinas com entrega para este ano, o que cobriria toda a população até dezembro. Já a vacina mineira em fases iniciais de testes, ficaria pronta, na melhor das hipóteses, em 2022.

Já aprendemos, a duras penas, que vacina nunca é demais, mas, considerando que já temos a garantia de vacinas para toda a população ainda neste ano, não seria mais útil focar os investimentos em problemas cuja competência exclusiva é do município, como a drenagem pluvial? Anualmente, assistimos, chocados, a tragédias por enchentes em BH. Por que os investimentos não são feitos nesta área? Será porque tais obras são debaixo do solo e, portanto, não dão voto?

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