Carregando...

Política

Imagem: Karic Jhony / Rede 98

7 de setembro: confira como foi a manifestação contra o governo Bolsonaro em BH

Manifestantes se reuniram na avenida João Pinheiro e seguiram em passeata até a praça da Estação

Por Victor Duarte

A manifestação contra o governo de Jair Bolsonaro começou por volta das 10 horas da manhã, em Belo Horizonte. Os manifestantes se concentraram na Praça Afonso Arinos, no centro da cidade. O grito dos excluídos, protesto tradicional do dia da independência, e que este ano chega a sua 27ª edição, se juntou à outros grupos contrários ao executivo federal. Eles seguiram em passeata até a praça Sete de Setembro, passando pelas avenidas Afonso Pena e Amazonas até a praça da Estação

Entre as pautas defendidas pelos manifestantes estavam a questão do enfrentamento ao novo coronavírus, a compra de vacinas e o pagamento do auxílio emergencial de R$600 até o fim da pandemia. Grupos também protestaram contra as privatizações e por mais investimentos em saúde e educação.

De acordo com Reginaldo Silva, um dos coordenadores do Grito dos Excluídos, as pautas defendidas pelo grupo são anteriores ao governo de Jair Bolsonaro, porém, a atual gestão do executivo brasileiro, segundo ele, é o principal causador de retrocessos às causas sociais.

“Nos queremos mais respeito à população de rua, mais educação e mais moradia. O grito dos excluídos é isso. Ele reúne todos excluídos, pessoas que vivem às margens do esquecimento para que sejam lembrados nessa data de 7 de setembro, que na verdade representa uma independência que não é para todos”, disse Silva.

Para o estudante Pedro Duarte Ribeiro, que decidiu ir com a bandeira do Brasil ao protesto contra o presidente da república, as cores e os símbolos que representam a pátria brasileira não são propriedade de nenhum grupo. 

“É um símbolo que eles estão tentando apropriar como se fosse exclusivamente da direita, não só a bandeira mas o hino e todos as coisas relacionadas ao verde e amarelo. Além da vacina, que é uma coisa que tá demorando demais, reivindicamos o auxílio emergencial que dê para custear as despesas mais básicas, como alimentação, gás e gasolina. Além disso contra toda essa política de morte que favorece os mais ricos, como sempre e deixa a população mais pobre ainda mais vulnerável”, disse. 

Às 13 horas, o protesto foi encerrado e os manifestantes começaram a deixar a praça da Estação. Para a manifestante Carol Leal, o saldo do protesto foi positivo. Ele se mostrou contrária ao chamado marco temporal, que estabelece a regra de que os índios só podem reivindicar terras que já eram ocupadas antes da promulgação da Constituição de 1988

“Infelizmente o governo Bolsonaro tem trazido inúmeros retrocessos e a morte do nosso povo. O Brasil voltou para o mapa da fome. Retrocesso na questão do marco temporal, que está sendo uma disputa atual em Brasília e para nós é muito importante, visto que os povos indígenas estavam aqui muito antes de 1500 e as terras são originalmente destes povos e eles cuidam muito bem desta terra”, afirmou a estudante. 

Por volta das 13h30 todos os manifestantes já haviam deixado a Praça da Estação.

Enquete

Carregando...

Colunistas

Carregando...

Podcasts

Carregando...

Saiba mais