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Imagem: João Henrique do Vale / Rede 98

Após áudios, Kalil nega interferência em Conselho de Ética da Prefeitura

O ex-chefe de gabinete da PBH, Alberto Lage, divulgou uma fala do prefeito afirmando que os donos de empresas de ônibus bancam a defesa do ex-presidente da BHTrans, Célio Bouzada


Por Victor Duarte

O prefeito Alexandre Kalil se defendeu das acusações feitas pelo ex-chefe de gabinete, Alberto Lage, durante sessão da CPI da Covid, na Câmara Municipal de Belo Horizonte, nesta quinta-feira (21). Em um áudio divulgado por Lage, o prefeito afirma que os advogados de Célio Bouzada, ex-presidente da BHTrans, seriam pagos por donos de empresa de ônibus da capital. 

Na gravação, Kalil disse que os empresários pagariam R$1 milhão para contratação de advogados, entre eles Hermes Vilchez Guerrero, que foi nomeado para o conselho de ética da Prefeitura também nesta quinta-feira. 

"O que você ganha se for lá e esculachar o [inaudível]Você foi mal assessorado, não gosta, não sei o que. Vai chegar para ele: vem cá amigo, vem cá no tribunal e fala como você foi mal assessorado. E o cara tá preparando uma peça dessa desse tamanho, para pagar um milhão de reais para advogado. Que deve ser o Joel, o caralho, o Marcelo… como chama aqueles irmãos que mexem com… Lessa, entendeu? Eles rateiam lá, dá cem mil para cada um”, diz Kalil no áudio. 

Alberto Lage afirmou que as pessoas citadas na gravação são Joel Paschoalin, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH), o empresário Marcelo Carvalho Santos e os irmãos Rubens e Robson Lessa, da empresa Saritur

Conselho de ética

Ainda nesta quinta-feira, Hermes Vilchez Guerrero foi designado por Alexandre Kalil para ser membro titular do Conselho de Ética Pública da Prefeitura. Ele entra no lugar de Misabel Derzi, dispensada do conselho no mesmo ato que nomeou Guerrero. 

Coletiva

Para rebater as acusações de Lage, Kalil convocou uma entrevista coletiva com a imprensa no inicio da tarde desta quinta-feira.  

Kalil classificou as acusações como maluquice e disse que os áudios foram tirados de contexto e que as denúncias beiram o ridículo. O prefeito afirmou que ficou sabendo que Hermes fazia parte da defesa de Bouzada por um vereador. 

“O problema do áudio é que ele é distorcido. Quando ele for transcrito na Justiça, como será, todos vão ver que eu disse, que eu pensava, que eu achava, que podia ser, podia não ser, que um advogado do nível do doutor Hermes poderia estar sendo financiado por alguém. Uma conversa particular com quem eu achava que era de confiança e fazendo o meu valor de juízo de tudo que estava acontecendo”, disse.

Ele disse ainda que não existe nenhum tipo de relação entre o ex-presidente da BHTrans, Bouzada, e o conselho de ética da Prefeitura e, pelo fato de o advogado Hermes ser uma pessoa honesta, não vê problema de ele ser conselheiro do Executivo.

"O que tem a ver ele ser o advogado do ex-presidente da BHTrans, que não tem nada dele (Bouzada), absolutamente nada no Conselho de Ética, dele fazer parte da minha equipe? É completamente desconexo. O que o Célio Bouzada tem a ver com o Conselho de Ética da Prefeitura? Não tem um caso dele aqui", completou o prefeito. 

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