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Política

Imagem: Reprodução/TV ALMG

Base do governo tenta tirar indiciamento de subsecretária da Saúde pela CPI na ALMG

Comissão foi instaurada depois das denúncias de que funcionários da Secretaria de Saúde estavam sendo vacinados mesmo não atuando na chamada "linha de frente"

Notícias

Lucas Ragazzi

Jornalista dos programas Central 98 e 98 Talks, especialista em política


Articuladores do governo na Assembleia tentam retirar o nome da subsecretária Janaína Passos do rol de indiciados pela CPI dos Fura-Fila da Vacinação, na ALMG. A comissão vai votar na tarde desta quinta-feira (8) o relatório final apresentado pelo deputado Cássio Soares (PSD), relator do colegiado, que sugere o indiciamento do ex-secretário de Saúde Carlos Eduardo Amaral, o ex-secretário adjunto Marcelo Cabral, o antigo chefe de gabinete da pasta, João Pinho, e da subsecretária.

A articulação do governo prevê que Janaína Passos não teria cometido irregularidades - entendimento diverso do relator Cássio Soares. No final de abril, a subsecretária participou de uma reunião fechada com a CPI. "De maneira geral, ela apresentou documentos e gravações de conversas de texto e áudio com superiores e colegas de trabalho que clareiam muito como se deu o processo interno de orientação. Ela trouxe muitos bastidores da Secretaria, discussões entre servidores sobre como deveria e não deveria ter sido feito (o processo de vacinação)", afirmou, na época, o presidente da CPI, deputado João Vítor Xavier (Cidadania).

Hoje, ao distribuir o relatório aos pares, João Vitor Xavier fez críticas à antiga cúpula da Saúde. “É muito triste perceber que guardiões da vacina em Minas Gerais, em vez de cuidar para que primeiro chegasse ao braço de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e profissionais de limpeza e de saúde dos hospitais, antes disso resolveram as suas vidas e garantiram as suas imunizações”.

A CPI foi instaurada depois das denúncias de que funcionários da Secretaria de Saúde estavam sendo vacinados mesmo não atuando na chamada "linha de frente". Além de apurar as possíveis irregularidades na vacinação fora de ordem, a CPI também mirou os gastos do Estado no combate à pandemia e se o governo cumpriu o mínimo de investimentos em saúde exigido pela Constituição - 12% da receita anual do Estado.

* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
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