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Política

Imagem: Divulgação / PR

Bolsonaro fala em jogar 'fora das 4 linhas' da Constituição em resposta a inquérito de Moraes

Presidente reagiu a decisao do ministro Alexandre de Moraes que o incluiu em inquérito das fake news

Por Estadão Conteúdo

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quarta-feira (4) que seria obrigado a jogar "fora das quatro linhas" definidas pela Constituição caso chegue a ele algo fora dos limites definidos pela Carta Magna.

Na segunda-feira (2), durante primeira sessão do semestre do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Corte autorizou a abertura de inquérito para investigar se os ataques do presidente à urna eletrônica constituem infração, bem como solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que analise se o presidente deve ser incluído em investigação sobre o disparo de fake news.

Em entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da Rádio Jovem Pan, o presidente disse que o inquérito sobre o disparo de notícias fraudulentas nasce sem qualquer embasamento jurídico. "(A abertura) está dentro das quatro linhas da Constituição? Não está. Então o antídoto para isso também não está dentro das quatro linhas. Aqui ninguém é mais macho que ninguém", disse.

Bolsonaro também acusou o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, de ter candidato para as eleições do próximo ano.

Para o presidente, Barroso não tem qualquer amor à democracia. "Não pode um ministro ocasionar esse tumulto todo", disse sobre o assunto. "Não tente me jogar contra o Supremo e levar para o lado do corporativismo", alertou.

'Sistema eleitoral violável', diz Bolsonaro ao compartilhar documentos da PF

O presidente compartilhou, pelo Twitter, documentos do inquérito da Polícia Federal que investigam o comprometimento de sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo o presidente, "o sistema eleitoral brasileiro foi invadido e, portanto, é violável". O inquérito foi cedido pela Polícia Federal ao deputado e relator da proposta de voto impresso na Câmara, Filipe Barros (PSL-PR), que disse se tratar de uma investigação em sigilo.

Segundo relata Bolsonaro, uma pessoa não autorizada teria tido acesso aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre abril e novembro de 2018, época que antecedeu as eleições para presidente no País.

Em novembro do ano passado o TSE, apesar de confirmar a invasão no período citado, minimizou a relevância dos dados afetados, uma vez que se tratariam de informações antigas e, portanto, desatualizadas.



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