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Política

Imagem: Divulgação/ALMG

Chefe do MP de Minas comemora aprovação de projeto e critica "canalhas que tentaram jogar população" contra a instituição

Também pelas redes sociais, o deputado estadual Guilherme da Cunha (Novo), principal articulador contrário ao projeto, criticou a aprovação em plenário

Notícias

Lucas Ragazzi

Jornalista dos programas Central 98 e 98 Talks, especialista em política


O procurador-geral de Justiça de MG, Jarbas Soares Jr., usou as redes sociais para defender o projeto de lei, aprovado nesta quarta-feira (14) na ALMG, que faz alterações na Lei Orgânica do Ministério Público de Minas. O chefe do MP mineiro aproveitou as publicações para criticar a campanha feita nas redes sociais e por alguns deputados da Assembleia que eram contrários à proposição. O texto foi aprovado por 46 votos a 18.

"Enquanto alguns canalhas tentaram, e talvez tenham conseguido, jogar a população contra o MPMG com mentiras e meias verdades, muitas vezes por interesses desconhecidos da população, outros tiveram a coragem - para não dizer hombridade - de votarem em um projeto de lei que moderniza o MPMG", escreveu o procurador-geral. "O MPMG não esquecerá destes que não se sucumbiram à deturpação de informações espalhadas nas redes sociais de forma oportunista, criminosa, desleal e irresponsável. Até lei revogada foi citada".

Um advogado questionou o procurador-geral em sua publicação. "O MPMG não tem que se lembrar de ninguém porque votou favorável a vocês em x ou y. Até mesmo porque soa em tom de ameaça, vai se lembrar de quem ajudou e esquecer quem não ajudou? Esse esquecimento seria em qual sentido?", escreveu o homem, que se identificou como membro da comissão de Direito Municipal da OAB/MG. Na mesma publicação, um promotor respondeu o questionamento. "A resposta do PGJ não foi neste sentido, mas sim em demonstrar que ataques pessoais com o fim de se auto promover contra o MP não devem ser tolerados. O MPMG é uma instituição constituída por pessoas que lutam para defendê-la e fazer cumprir a lei e não aceitam ser achincalhadas".

O projeto aprovado ontem extingue benefícios anteriormente concedidos, como a gratificação por acumulação de funções no valor de até 15% do subsídio, além de outras mudanças, como, segundo Jarbas Soares, "a criação do Centro de Autocomposição de conflitos do MP, aumenta a importância da Ouvidoria, modifica o processo disciplinar e aumenta as penas para o membros da Instituição que cometerem abusos e infrações, e que diminui os custos com a contratação de novos Promotores de Justiça".

Também pelas redes sociais, o deputado estadual Guilherme da Cunha (Novo), principal articulador contrário ao projeto, criticou a aprovação em plenário. "A Assembleia aprovou hoje auxílio saúde para PARENTE DE PROMOTOR falecido. E só de promotor, sem incluir demais servidores do MP Tal qual título de nobreza, privilégio agora também é hereditário. E justo no dia da queda da Bastilha", escreveu o parlamentar.

Além de Da Cunha, votaram contra o texto os deputados Andreia de Jesus (PSOL), Bartô (Novo), Beatriz Cerqueira (PT), Bernardo Mucida (PSB), Bruno Engler (PRTB), Carlos Henrique (Republicanos), Cleitinho (Cidadania), Coronel Sandro (PSL), Delegada Sheila (PSL), Doorgal Andrada (Patriota), Doutor Jean Freire (PT), Fernando Pacheco (PV), Ione Pinheiro (DEM), Laura Serrano (Novo), Osvaldo Lopes (PSD), Professor Cleiton (PSB) e Sargento Rodrigues (PTB). 




* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
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