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Política

CPI da Covid: médica mineira relata ameaça e critica debate sobre terapia precoce

Luana Araújo diz que não sabe o motivo do cancelamento de sua nomeação para o cargo de secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19

Por Carol Torres

Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

A médica mineira Luana Araújo afirmou, em depoimento à CPI da Covid, que o debate em torno do uso da cloroquina no chamado tratamento precoce contra o novo coronavírus é uma discussão esdrúxula e contraproducente.

"Todos nós somos a favor de uma terapia precoce que exista. Quando ela não existe, ela não pode se tornar uma política de saúde pública. Essa é uma discussão delirante, anacrônica e contraproducente. Estamos na vanguarda da estupidez. É como se estivéssemos decidindo de que borda da Terra plana a gente vai pular", afirmou a médica.

Luana é a 12ª pessoa a ser ouvida pela CPI da Covid no Senado, nesta quarta-feira (2). No início de maio, seu nome chegou a ser anunciado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para o cargo de secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, mas a nomeação foi cancelada dez dias depois. A convocação da médica foi requerida pelos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Humberto Costa (PT-PE).

Ameaças

Luana disse, ainda, ter sido alvo de ameaças, assim como outros infectologistas. Ela relatou que chegou a ter dados pessoais e endereço divulgados na internet.

A infectologista também afirmou aos senadores que não sabe o motivo pelo qual não foi nomeada para o cargo de secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 e explicou que, ao ser inicialmente convidada, pediu autonomia para exercer a função. Disse ainda que, durante todo o período que prestou serviços ao Planalto, o fez pagando do próprio bolso, inclusive arcando com custos de viagens entre Belo Horizonte e Brasília. 

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