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Política

Imagem: Divulgação/CMBH

Empresário que conseguiu habeas corpus para faltar à CPI disse, em depoimento à PF, que se vacinou com falsa enfermeira

Barra é presidente da empresa Tecnotran; firma é suspeita por, supostamente, ter sido a responsável por criar as propostas de todas as empresas que concorreram na licitação de transporte público de BH em 2008

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Lucas Ragazzi

Jornalista dos programas Central 98 e 98 Talks, especialista em política


O empresário André Luiz Barra, que conseguiu habeas corpus no TJMG para não comparacer à audiência da CPI da BHTrans nesta quarta-feira (11), afirmou, em depoimento à Polícia Federal, que se vacinou contra a covid-19 em março deste ano, na garagem de uma empresa de ônibus, junto a outros empresários do transporte público, no escândalo da "falsa enfermeira".

A coluna teve acesso ao depoimento de Barra. Segundo ele, a pessoa que aplicou a vacina é a mesma mulher que foi presa em abril deste ano. Ela se passava por enfermeira e vendia falsos imunizantes a empresários. Barra diz ter pago R$ 600 pela vacina, e que fez o pagamento direto à falsa enfermeira. 

"O depoente respondeu que (...) tem uma empresa que faz consultoria na área de transporte público; QUE ouviu algumas pessoas do ramo comentando sobre a vacinação", mostra trecho do depoimento de André Barra, feito em 23 de abril deste ano. 

Barra é presidente da empresa Tecnotran. A firma é suspeita e alvo da CPI por, supostamente, ter sido a responsável por criar as propostas de todas as empresas que concorreram na licitação de transporte público de BH em 2008.

Nesta quarta-feira (10), os vereadores da CPI da BHTrans aprovaram requerimento que pede a quebra dos sigilos bancários e fiscais de mais de 23 pessoas ligadas a empresas de transporte público em Minas.

* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
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