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Imagem: Rede 98

Exclusivo: Eduardo Costa culpa "velha política" ao anunciar saída da disputa eleitoral

Cotado para ser vice de Romeu Zema, jornalista da Itatiaia explicou ao 98 Talks o motivo para desistência ao cargo


Por Erick Funes

Agosto começou com importantes movimentações no cenário político mineiro. Hoje, o jornalista Paulo Leite cravou, em sua coluna no portal da Rede 98, que o jornalista Eduardo Costa abriu mão de concorrer ao posto de vice-governador junto de Romeu Zema (Novo).

Eduardo Costa foi convidado para participar do programa 98 Talks, apresentado por Rodrigo Carneiro, no qual Paulo Leite integra a bancada de comentaristas.

Durante o programa ele explicou sua desistência em assumir a posição de vice-governador na chapa de Zema. "Em abril, o Mateus Simões, que é uma pessoa com a qual eu tenho ótima relação e é uma pessoa forte no governo Zema, me ligou e perguntou se eu era filiado a algum partido político. Eu disse que não e ele me perguntou novamente se eu teria vontade de me filiar. Eu disse que, inicialmente não pretendia, mas acabei aceitando o convite para me filiar. Então eu escolhi me filiar no Cidadania. Já em junho, o mesmo Mateus me ligou novamente e me perguntou se eu queria ser vice do Zema nas eleições em outubro. Eu aceitei".

O jornalista afirmou que, após aceitar o convite, os dias que sucederam a decisão feita por ele foram complicados. "Foram os dias mais horríveis da minha vida, no ponto de vista das sensações de alívio e de sufoco, de contentamento e de pavor. Uma misatura de sentimentos. Mas, o tempo todo eu sabia do seguinte: Eu passei a vida ocupando o papel de criticar. Aí aparece uma pessoa séria, que faz um trabalho que eu entendo como bom e diz 'vem comigo'. Eu me sentiria muito covarde se eu dissesse 'não'. Então eu falei 'eu vou', mesmo sabendo que eu tinha algo a perder. Sairia da posição de estilingue para telhado de vidro. Mas, topei."

Segundo o jornalista, o Cidadania, seu partido, e o Novo, partido do Romeu Zema estavam satisfeitos com a união, porém, ele não sabia que o Cidadania estava federado com o PSDB. "Juro que eu não sabia", frisou o jornalista.

"O PSDB teria que concordar para darmos sequência nos procedimentos. Mas, dos 11 votos, o partido tem direito a 8. Então o PSDB começou a criar alguns problemas da velha política, e como eu estava entrando para derrubar a velha política, porque eu sou a favor de mudança, eu tinha 2 caminhos: ou eu ia atrás das pessoas e buscava diálogo, ou ficar quieto, como fiquei até hoje, quando decidi, em comum com as lideranças dos partidos e pessoas que são importantes na minha vida, anunciar que estou fora do processo para que o governador Zema tenha total liberdade de governar sem a política velha".

PSDB reage

Em nota, o PSDB afirmou que jamais houve qualquer veto pessoal à pretensão de Eduardo Costa. Que o partido já havia optado, como é legítimo, por apresentar o nome do deputado Marcus Pestana como candidato a governador, o que, por si só, inviabilizaria a aliança no primeiro turno com qualquer outra candidatura, inclusive a do governador Romeu Zema. 

Agora, o nome de Mateus Simões é o principal para ocupar o cargo de vice-governador na caminhada de Zema para a reeleição, com uma chapa puro sangue.


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