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Política

Imagem: Gil Leonardi / Imprensa MG

Gasolina: Zema rebate governo federal e diz que MG não é responsável por alta

Para o governador, a alta no preço dos combustíveis é culpa da Petrobras, que é controlada pelo Governo Federal

Por João Henrique do Vale

O governador Romeu Zema (Novo) utilizou as redes sociais para eximir o estado da culpa pela alta no preço dos combustíveis. A declaração foi feita após críticas do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) aos governadores pela cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Segundo ele, essa seria a razão para o aumento do valor da gasolina. Zema rebateu e informou que a culpa é da Petrobras, que é controlada pelo Governo Federal. 

Bolsonaro vem colocando a culpa da alta do preço dos combustíveis nos governadores. Segundo o presidente, o litro da gasolina é vendido nas refinarias na casa de R$ 1,95. Mas, nos postos de combustíveis é vendida na casa de R$ 6 e R$ 7. Para ele, o ICMS cobrado pelos estados é o grande vilão. 

O governador Romeu Zema afirma que o Estado não é o culpado. Em uma série de postagens, afirmou que o ICMS dos combustíveis em Minas é o mesmo desde 2018, quando a gasolina era R$4. “O ICMS do etanol em Minas é o segundo menor do Brasil. Do diesel, é o terceiro menor. A culpa do aumento dos combustíveis não é do ICMS nem do governo do Estado”, afirmou. 

Zema completou dizendo que o “ICMS corresponde a percentual do valor cobrado nos postos, que tem sofrido reajustes constantes da Petrobras, controlada pelo governo Federal”. “Somente esse ano a Petrobras já subiu em mais de 50% os combustíveis no país. Governo de Estado não trata de política monetária, econômica, dólar ou inflação, que impactam nos preços e são de competência Federal”, disse. 

O governador também esclareceu que 25% do valor arrecadado com o ICMS em Minas vai para as 853 prefeituras, que utilizam na saúde primária, educação básica e serviços. Com o restante, segundo ele, o Estado paga hospitais, mantém a educação, financia obras, segurança, salários, remédios e tudo mais sob sua responsabilidade. 

Por fim, Zema criticou as pautas que vêm sendo discutidas em Brasília. “Ao invés de perder tempo com discussões como o aumento do Fundão Eleitoral, Brasília deveria debater a reforma tributária e um novo pacto federativo que permitisse facilitar a redução de impostos. Terceirizar a culpa é repassar a outros aquilo que não consegue resolver”, finalizou. 

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