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Política

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Luiz Dominghetti, que diz ter recebido pedido de propina, esteve com diretor do Ministério da Saúde em março

Em foto, homem que se diz representante da Davati aparece ao lado do diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis

Notícias

Lucas Ragazzi

Jornalista dos programas Central 98 e 98 Talks, especialista em política


O policial militar Luiz Paulo Dominghetti Pereira, que se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply, esteve no Ministério da Saúde no dia 4 de março de 2021 e se encontrou com o diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis, Lauricio Monteiro Cruz. Ao jornal "Folha de S.Paulo", Dominghetti afirmou ter recebido um pedido de propina de membros do governo federal para fechar um contrato de vacinas.

Em uma foto publicada no dia da visita, Dominghetti aparece ao lado de Lauricio Monteiro Cruz em uma sala dentro do Ministério da Saúde. Outro identificado na imagem é o reverendo Amilton Gomes de Paula, presidente da entidade social Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah).

Nas redes sociais da Senah, entre 26 de fevereiro e 4 de março, há duas publicações com referência à negociação por vacinas. "SENAH (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários) em Prol da Vida, faz Reunião no Ministério da Saúde para articulação Mundial em busca de vacinas, e para a consecução de uma grande quantidade dos imunizantes a ser disponibilizada ao Brasil! PARABÉNS a todos os envolvidos!", escreve a página da entidade no dia da visita ao Ministério da Saúde.

Em entrevista à "Folha" na última terça-feira (28), Dominghetti afirmou ter recebido um pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato para a venda de 400 milhões de doses da AstraZeneca. A proposta, segundo o policial, teria sido feita pelo diretor de diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, que foi exonerado no mesmo dia da publicação da reportagem. A reunião teria sido durante jantar na noite do dia 25 de fevereiro - uma semana antes da visita à pasta.

Em nota, a empresa Davati negou que Luiz Paulo Dominghetti seja um de seus representantes comerciais e tenha permissão para atuar comercialmente. Já a AstraZeneca afirmou que não utiliza intermediários para fechar contratos.

(Na esquerda, Luiz Paulo Dominghetti, ao lado do reverendo Amilton Gomes e, no meio, o diretor Lauricio Monteiro Cruz; os outros dois homens ainda não foram identificados)

* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
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