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Política

Pazuello atribui à White Martins e ao AM responsabilidade por crise de oxigênio

Ex-secretário de Saúde depõe pelo segundo dia à CPI da Covid no Senado

Por Estadão Conteúdo

Em depoimento à CPI da Covid, o ex-ministro General Eduardo Pazuello atribuiu à empresa White Martins e ao governo do Amazonas a responsabilidade pela crise de desabastecimento de oxigênio no início do ano em Manaus. Voltando a se eximir de culpa no episódio, Pazuello afirmou que a White Martins, fornecedora de oxigênio, teria responsabilidade porque não colocou "de forma clara, desde o início" que estaria consumindo a reserva estratégica do produto.

Já sobre o governo estadual, o ex-ministro alegou que a preocupação com o acompanhamento do oxigênio não era "foco" da secretária de Saúde.

"No plano de contingência apresentado a nós, não foi apresentada nenhuma medida de oxigênio", afirmou o ex-ministro. "A White Martins já vinha consumindo reserva estratégica e não fez essa posição de forma clara desde o início. Não tem como isentarmos essa posição, primeira responsabilidade. E se a Secretaria de Saúde tivesse acompanhado de perto teria descoberto que estava sendo consumida a reserva estratégica. Vejo duas responsabilidades muito claras, começa na empresa que consome e não se posiciona de forma clara", disse ele.

Em seguida, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) defendeu que a empresa não teria culpa, porque a demanda por oxigênio na ocasião aumentou em nível não esperado.

Apesar de ter dito no minuto anterior que havia responsabilidade da White Martins no caso, Pazuello então concordou com o senador

A partir daí, afirmou que a "responsabilidade clara" era da Secretária de Estado do Amazonas. "Da nossa parte fomos muito proativos", alegou o ex-ministro.

Na sessão de quarta-feira (19) Pazuello irritou os senadores da CPI ao dizer que a crise de oxigênio de Manaus teria durado apenas 3 dias

A declaração foi confrontada pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), que alegou que a falta de insumos por parte da fornecedora White Martins, durou mais de 20 dias

Segundo Pazuello, a Saúde foi avisada sobre a falta de oxigênio somente no dia 10 de janeiro. Entretanto, ofício enviado pela Advocacia-Geral da União ao Supremo alerta que o governo federal sabia da crise de oxigênio em Manaus, dias antes do insumo faltar.

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