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Imagem: Arquivo/Agência Brasil

Petrobras questiona governo federal sobre possibilidade de venda de ações

O pedido da Petrobras aconteceu horas depois que o ministro da economia, Paulo Guedes, defender a privatização da estatal


Por Estadão Conteúdo

A Petrobras comunicou nesta segunda-feira, 25, que indagou o governo federal, seu acionista controlador, por meio do Ministério da Economia (ME), sobre a existência ou não de estudos sobre possível venda de ações da companhia ou de qualquer outro fato relevante que deva ser divulgado ao mercado, nos termos da Resolução CVM 44/2021.

Mais cedo, a CNN informou que o ministro da economia estuda a possibilidade de, por meio de um projeto de lei, abrir mão de ações ordinárias e ações preferenciais que a União tem da Petrobras. O volume de venda seria o necessário para que fizesse com que a União deixasse de ser a acionista majoritária da estatal. Mesmo sem a maioria das ações, o governo manteria a golden share, ou seja, a prerrogativa de indicar o presidente da estatal e vetar operações das quais discorde.

O pedido da Petrobras aconteceu horas depois que o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a sinalizar apoio à privatização da estatal, como uma forma de extrair mais rápido o petróleo e gás natural brasileiros. O presidente Jair Bolsonaro também sinalizou que a possibilidade já esteve no radar do governo.

"O presidente Bolsonaro falou que estudaria o que ia fazer com a Petrobras. Afinal de contas, se estamos com crise hídrica e tivemos escândalo de corrupção, são 30 a 40 anos de monopólio no setor elétrico e no setor de petróleo. E, se daqui a 10 ou 20 anos, o mundo inteiro migra para hidrogênio e energia nuclear, abandonando o combustível fóssil. A Petrobras vai valer zero daqui a 30 anos. E deixamos o petróleo lá embaixo com uma placa de monopólio estatal em cima", ironizou, em cerimônia de lançamento do Plano Nacional de Crescimento Verde no Palácio do Planalto.

Para Guedes, o objetivo é tirar o petróleo o mais rápido possível para transformar a riqueza em educação, investimentos e tecnologia. "Tem que sair mais rápido. Não adianta ficar uma placa dizendo que é estatal e o petróleo não sai do chão. E quando sai, sai com corrupção. Se houve a maior roubalheira da história no 'Petrolão' e agora o preço do petróleo só sobe, o que o povo brasileiro ganha com isso?", questionou.

Ele destacou que as ações da Petrobras subiram 6% após o presidente Jair Bolsonaro dizer que iria estudar meios para privatizar a empresa. "Em mais duas ou três semanas, são R$ 15 bilhões criados. Isso não existia, não é tirar do povo. É uma riqueza que estava destruída, bastou o presidente dizer que ia estudar que o negócio saiu subindo. Não dá para dar R$ 30 bilhões para os mais frágeis (no Auxílio Brasil)?", completou.

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