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Imagem: 16/07/20/Isac Nóbrega/PR

PF abre inquérito para investigar se MEC favoreceu pastores em liberação de verbas

Investigação foi aberta a pedido da Controladoria-Geral da União


Por Estadão Conteúdo

Um inquérito foi instaurado, nesta sexta-feira, pela Polícia Federal (PF) para apurar se houve favorecimento ilegal em repasses de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ligado ao Ministério da Educação

A investigação será realizada depois de um pedido da Controladoria-Geral da União (CGU). O órgão enviou à PF, nessa quinta-feira, o resultado de uma sindicância interna que apontou supostas fraudes na distribuição de verbas da Educação.

As irregularidades vieram à tona depois da divulgação de um áudio do do ministro Milton Ribeiro, da Educação, pelo "jornal Folha de São Paulo”. Na gravação, feita durante uma reunião de prefeitos, Ribeiro afirma que repassa verbas a municípios apontados por pastores. 

O ministro diz, ainda, que atende o pleito dos pastores a pedido do presidente Jair Bolsonaro.

Bolsonaro nega irregularidades 

Bolsonaro disse nesta quinta-feira, que bota "a cara toda no fogo" pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro. "O Milton, coisa rara de eu falar aqui: eu boto minha cara no fogo pelo Milton", afirmou Bolsonaro, em transmissão ao vivo pelas redes sociais. O presidente ainda repetiu: "Minha cara toda no fogo pelo Milton. Estão fazendo uma covardia contra ele ", disse durante sua live semanal. 

O presidente afirmou que o ministro enviou ofício à Controladoria-Geral da União (CGU), ainda no ano passado, pedindo investigação sobre possíveis irregularidades no MEC. Porém, após receber denúncia de cobrança de propina envolvendo pastores, Ribeiro teve pelo menos sete reuniões com os investigados. Na quarta-feira, 23, o ministro admitiu que teve conhecimento de "conversas estranhas" do pastor Arilton Moura, envolvendo recursos do ministério para escolas.

Bolsonaro afirmou que as denúncias de pedidos de propina para liberar verbas do Ministério da Educação foram repassadas pela CGU à Polícia Federal (PF). "A CGU, que tem o ministro Wagner Rosário à frente, recebeu em 27 de agosto do ano passado documentos enviados pelo ministro Milton relativos a duas denúncias sobre possíveis irregularidades no ministério, exatamente o caso que está na mídia", disse o presidente na transmissão ao vivo.

"A CGU por seis meses investigou o caso, chegou à conclusão que não tinha participação de servidor público, zero. E resolveu, então, no dia 3 de março, agora, 21 dias atrás, encaminhar essas peças para a PF. E aqui tem a data: anteontem, quase no dia, acho que no dia da divulgação do caso, foi mandado para a PF", completou.

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