A Polícia Federal (PF) concluiu que não houve mandantes no ataque de Adélio Bispo contra Jair Bolsonaro. O ato aconteceu quando o atual presidente era candidato à presidência da República em 2018 pelo PSL.
O delegado Rodrigo Morais foi responsável pelo segundo inquérito, que foi entregue nesta quarta-feira (13) à Justiça Federal, em Juiz de Fora, Zona da Mata Mineira. Segundo consta no documento, Adélio Bispo de Oliveira atuou sozinho e por conta própria, sendo o único responsável pelo planejamento e execução da ação criminosa e não teve apoio de mais ninguém. A participação de agremiações partidárias, facções criminosas ou grupos terroristas foi descartada pela investigação.
Todo o material apreendido com Adélio Bispo - como um computador portátil, aparelhos celulares e documentos - foi investigado pela PF. Vinte e três laudos periciais foram elaborados. Mais de 100 pessoas foram entrevistadas em campo e quase 90 testemunhas foram ouvidas durante todo o processo. Diligências de busca e apreensão, quebras de sigilos fiscais, bancários e telefônicos também foram ações desenvolvidas durante os procedimentos.
Os e-mails de Adélio também foram analisados, além de vídeos e teorias sobre uma suposta ajuda recebida por ele, no momento do atentado. Parte desse material foi veiculado em redes sociais e também foi periciado por técnicos da corporação. Nada de relevante foi encontrado.