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Política

Imagem: Reprodução / Terça Livre

Por vídeo gravado em 2020, Allan dos Santos volta a ser alvo do Ministério Público

Blogueiro do site Terça Livre foi denunciado a pedido do ministro chefe do TSE, Luís Roberto Barroso, como resposta a vídeo postado na internet em novembro do ano passado

Por Lucas Rage

O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, criador do canal Terça Livre, voltou a ser alvo do Ministério Público Federal nesta quarta-feira (18).

Allan foi denunciado pela Procuradoria da República do Distrito Federal, por supostas ameaças feitas ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso.

Em vídeo gravado em novembro de 2020, intitulado Barroso é um miliciano digital, Allan faz duras críticas a Barroso. "Tira o digital, se você tem culhão! Tira a porra do digital, e cresce! Dá nome aos bois! De uma vez por todas Barroso, vira homem! Tira a porra do digital! E bota só terrorista! Pra você ver o que a gente faz com você. Tá na hora de falar grosso nessa porra!", afirma.

A investigação contra o blogueiro foi aberta após Barroso entrar com uma representação no Ministério Público Federal. Procuradores responsáveis pelo caso concluíram que os ataques foram além do limite “razoável” para a liberdade de expressão, e que Allan tentou intimidar o ministro.

"As declarações do denunciado Allan dos Santos estão excluídas do âmbito de cobertura da liberdade de expressão, porquanto configuram proibições expressas dispostas no direito internacional dos direitos humanos", diz um trecho da denúncia.

Punido pelo TSE

Este é o segundo golpe em Allan do Santos, proferido pelo Judiciário Eleitoral, em menos de uma semana. 

Na segunda-feira (16), a Corregedoria-Geral do TSE suspendeu a monetização de sites bolsonaristas, em resposta a inquérito da Polícia Federal. Entre eles está o site Terça Livre, comandado por Allan dos Santos.

Os valores envolvem inscrições de apoiadores, adesão a lives, pagamento de publicidades e serviços de doações no YouTube, Twitter, Facebook, Instagram e Twitch. As plataformas também foram ordenadas a demonstrar os ganhos auferidos pelos canais, perfis e páginas, e proibidas de indicar outros canais e vídeos de conteúdo político por meio do algoritmo. 

A medida foi criticada pelo presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) e pela deputada Bia Kicis (PSL), que classificaram a decisão como “monocrática”.

(Com informações de Estadão Conteúdo)

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