Carregando...

Política

Presidente da Anvisa confirma que rejeitou proposta para mudar bula da cloroquina

Antônio Barra Torres é o quarto a prestar depoimento na CPI da Pandemia

Por Da redação

O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, afirmou que foi contrário a proposta de mudanças da bula da Cloroquina. A declaração foi dada na CPI da Pandemia que acontece no Senado

Segundo Barra Torres, ele alertou o Palácio do Planalto, em reunião, que a bula só pode ser alterada pela Anvisa por solicitação do fabricante do medicamento. 

Sobre a cloroquina, afirmou que até o momento as informações vão contra a possibilidade do uso na Covid-19.  Barra Torres é o quarto a depor na CPI.

Atraso no IFA

Em depoimento à CPI da Covid, Antonio Barra Torres reforçou que existem problemas no recebimento do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) usado na produção de vacinas contra a covid-19. "Temos visto problemas de demora pontual de chegada da IFA, em especial da China", disse nesta terça-feira.

Questionado pelo relator, Renan Calheiros (MDB-AL), se as declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre a China, que junto da Índia é um dos principais exportadores do produto, impactam o recebimento do IFA pelo Brasil, Barra Torres disse que não tem informação sobre esse "nexo causal". "Eu não tenho informação do nexo causal. Mas tem sido noticiado e temos acompanhado (o problema no recebimento do IFA)", disse Barra Torres.

"Temos dois grandes países que detém primazia na produção do IFA, um a India e outro a China. Esses países acabam influenciando um porcentual maior que 50% da produção de medicamentos do mundo. Observamos dificuldades, momentos que IFA demora a chegar", afirmou o presidente da Anvisa, segundo quem não existem dados que apontem para uma menor qualidade de produtos advindos da China.

Confiança nas vacinas

No depoimento, Barra Torres conclamou a população que "acredite e confie" nos produtos aprovados pelo órgão regulador, especialmente neste momento em relação às vacinas contra a covid-19 com uso avalizado. "Então, conclamo a população que acredite e confie nos produtos aprovados pela Anvisa, principalmente, nesse momento tão importante, as vacinas", disse

"Eu tenho 57 anos, e, embora médico, e portanto já poderia até pleitear a vacinação um pouquinho mais cedo. Mas eu hoje sou um médico gestor, eu não sou mais um médico de atender na emergência como fiz durante 20 anos. Então, assim que minha faixa etária for contemplada, irei ao posto de saúde e tomarei a vacina que estiver lá aprovada pela Anvisa", afirmou.

Vacina da Índia

Em depoimento à CPI da Covid, o presidente da Anvisa, afirmou que a negativa do órgão em relação imunizante indiano da Bharat Biotech, a vacina Covaxin, se deu pela falta de um relatório técnico que aponte a qualidade de segurança e eficácia do produto. Segundo ele, pode haver nos próximos dias a submissão de um novo pedido de importação à Anvisa em relação ao imunizante, diante da "tradição" da Índia em "responder rápido" a apontamentos feitos pela Anvisa.

Questionado pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), se houve precipitação por parte do governo federal em comprar o imunizante sem o aval prévio da Anvisa, Barra Torres respondeu que não. "Não houve, porque o processo ainda pode ser aproveitado, então entendo que não houve", disse o presidente da Anvisa.

"(O relatório) comprova essa da qualidade de segurança e eficácia através da publicidade que dá aos métodos pelos quais se chegou naqueles índices. Então, esse é um documento condicionante, sem ele não é possível autorizar a importação excepcional, então, no caso da importação, esse foi o motivo", explicou Barra Torres sobre o relatório cobrado pela Anvisa.

"A Índia tem uma tradição de responder rápido a esses apontamentos, e o Ministério da Saúde tem feitos reuniões com a Anvisa a respeito desse novo pedido de importação, o que aliás é feito em qualquer análise vacinal. São reuniões prévias justamente para que essas discrepâncias sejam sanadas através de documentos que chegam, e acreditamos que nos próximos dias poderá haver uma submissão de um novo pedido por parte do ministério", disse Barra Torres.

Enquete

Carregando...

Colunistas

Carregando...

Podcasts

Carregando...

Saiba mais